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Índice de corrupção: Só a Guiné-Bissau desceu entre os PALOP

Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe subiram no ranking do Índice de Perceção da Corrupção da Transparência Internacional. A Guiné-Bissau desceu dois lugares e é o 164o numa lista de 180 países.

A Guiné-Bissau foi, de facto, o único dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a descer no Índice de Perceção da Corrupção, concretamente dois lugares, para o 164º, alcançando 21 pontos na escala de 0 a 100.

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Segundo a Transparência Internacional, a tendência da Guiné-Bissau nos últimos cinco anos traduziu-se numa subida de cinco pontos, mas considerando os últimos 10 anos perdeu quatro.

Angola, por sua vez, manteve a tendência dos últimos anos no combate à corrupção, subindo para o 116.o lugar no Índice de Perceção da Corrupção, alcançando 33 pontos numa escala que vai dos zero aos 100, segundo um relatório divulgado esta terça-feira.

“O compromisso contínuo do Presidente João Lourenço de erradicar a corrupção sistémica no país está a surtir efeito, inclusive por meio de leis mais rígidas”, destaca a Transparência Internacional, sublinhando que Angola apresentou uma “melhoria significativa nos últimos anos”, ganhando 14 pontos desde 2018.

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Moçambique também subiu, neste caso cinco lugares, para o 142º, alcançando 26 pontos. Ainda assim, é destacada a falta de liderança nas forças armadas do país. “Condiciona a forma de lidar com os desafios de segurança e a sua vulnerabilidade à corrupção prejudica as respostas do Estado”, sustenta a ONG. A tendência de Moçambique nos últimos cinco anos traduziu-se numa subida de três pontos, mas considerando os últimos 10 anos perdeu cinco.

CABO VERDE E SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ENTRE OS MENOS CORRUPTOS

Já Cabo Verde subiu quatro lugares, para a 35ª posição, alcançando 60 pontos na escala, e é um dos países africanos menos corruptos.

A ONG aponta que Cabo Verde é juntamente com o Botsuana, depois das Seicheles, um dos países menos corruptos do continente africano. Segundo o relatório, “as reformas do setor público também mantiveram Cabo Verde como artilheiro da região. O país aplicou várias medidas para aumentar a transparência nas transações governamentais e comerciais, de acordo com seus compromissos de Open Government Partnership”. Por sua vez, São Tomé e Príncipe subiu três lugares, para a 65ª posição, e é o 7º país menos corrupto do continente africano.

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A tendência de São Tomé e Príncipe nos últimos cinco anos traduziu-se numa descida de um ponto e considerando os últimos 10 anos averbou mais três. O CPI foi criado pela Transparência Internacional em 1995 e é, desde então, uma referência na análise do fenómeno da corrupção, a partir da perceção de especialistas e executivos de negócios sobre os níveis de corrupção no setor público.

Trata-se de um índice composto, ou seja, resulta da combinação de fontes de análise de corrupção desenvolvidas por outras organizações independentes, e classifica de zero (percecionado como muito corrupto) a 100 pontos (muito transparente) 180 países e territórios. Em 2012, a organização reviu a metodologia usada para construir o índice, de forma a permitir a comparação das pontuações de um ano para o seguinte.

*Com Lusa

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