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Ataques como Dnipro exigem “novas decisões” sobre fornecimento de armas

Lusa

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu hoje que o ataque mortal russo a um prédio residencial em Dnipro “exige novas decisões no fornecimento” de equipamento militar por parte dos países ocidentais.

“O que aconteceu em Dnipro, o facto de a Rússia estar a preparar uma nova tentativa de tomar a iniciativa na guerra, o facto de que a natureza das hostilidades na frente [de combate] exige novas decisões no fornecimento de defesa – tudo isso apenas enfatiza a importância de coordenar nossos esforços”, sublinhou o chefe de Estado ucraniano.

O número de mortos num prédio residencial atingido por um míssil, em Dnipro, na Ucrânia, aumentou de 36 para 40, entre os quais três crianças, mantendo-se 46 pessoas desaparecidas e 75 feridas, informou esta segunda-feira o Serviço Estatal de Emergências.

Este ataque ocorrido no sábado, atribuído às forças russas, que negam porém a sua autoria, é um dos mais graves envolvendo civis desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro do ano passado.

Zelensky apelou esta segunda-feira aos esforços de todos os membros da coligação para “defender a Ucrânia e a liberdade” e para “agilizar a tomada de decisões”.

O governante elogiou o “bom exemplo” do Reino Unido, que aprovou um novo pacto de assistência de defesa, como “tanques, outros veículos blindados e artilharia”.

“Exatamente o que precisamos”, sublinhou Zelensky, agradecendo ao primeiro-ministro Rishi Sunak.

A Ucrânia terá esta semana vários momentos de diplomacia, acrescentou o Presidente ucraniano, como o Fórum Económico de Davos, na Suíça, onde o país “será ouvido na plataforma de importância global”, ou a reunião regular do ‘formato Ramstein’ [denominação sobre os encontros da Defesa ucraniana com outros países].

“Cada dia de nossa maratona diplomática traz à Ucrânia resultados defensivos bastante específicos. E agradeço a todos os que ajudam o nosso Estado”, concluiu Zelensky na habitual mensagem noturna em vídeo dirigida à nação.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.031 civis mortos e 11.327 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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