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Governo pode ajudar a estabilizar a economia

Wang Xiaoguang | China DailyWang Xiaoguang*

As exportações da China mostraram forte resiliência diante da pandemia de Covid-19, e o país aprimorou significativamente a sua competitividade nos últimos anos. As exportações totais em renminbi aumentaram 4 e 21,2 por cento em 2020 e 2021, respetivamente, elevando o PIB em 0,7 e 1,7 por cento, enquanto nos primeiros 11 meses de 2022, as exportações da China atingiram um pico de 21.8 biliões de yuans (US$ 3 biliões) — um aumento anual de 11,9 por cento.

Com isso, espera-se que as exportações líquidas contribuam com até 1 ponto percentual para o crescimento do PIB neste ano.

No entanto, as exportações chinesas enfrentam também vários desafios. Primeiro, devido ao aumento agressivo das taxas da Reserva Federal dos EUA, a economia global deve contrair significativamente, levando a que alguns países desenvolvidos e economias emergentes entrem em recessão ou enfrentem uma desaceleração económica que pode restringir as exportações da China.

Segundo, com o impacto da pandemia a desvanecer, a China precisa de ajustar a sua estrutura de exportação. No período inicial da pandemia, teve vantagens na contenção do vírus e conseguiu manter uma exportação forte. Mas agora deve concentrar-se em explorar as suas vantagens relativas.

Terceiro, o rápido aumento do dólar americano também significa perspectivas instáveis para as economias emergentes, o que novamente destabilizará as exportações. Esta situação externa desfavorável não vai melhorar com entidades privadas apenas. O Governo tem que de desempenhar um papel mais importante. Recentemente, autoridades provinciais em Jiangsu, Zhejiang, Shandong e outras províncias fortemente dependentes do comércio externo apanharam voos fretados para o exterior para “caçar encomendas”.

O facto de os governos locais terem tomado a iniciativa de promover uma abertura de alta qualidade e que o sul da China tenha um forte sentido de desenvolvimento nacional merece elogios especiais.

Pior ainda, o Ocidente – liderado pelos Estados Unidos – que ganhou vantagens em muitos campos vitais, está a endividar esforços para desassociar a sua economia da China, opondo-se à globalização económica e recorrendo ao protecionismo comercial, espremendo enormemente o espaço de desenvolvimento externo chinês. Por um lado, a China tem vindo a eliminar as barreiras que obstruem o seu desenvolvimento endógeno.

E todos aguardam para ver o papel que o Governo vai desempenhar na estabilização das exportações e atrair cada vez mais encomendas do exterior. No entanto, a situação económica é sombria. Sendo assim, o Governo e as empresas devem colaborar para superar as dificuldades e promover o desenvolvimento, enquanto os governos locais devem esforçar-se para atrair mais investimentos.

Na verdade, o Governo adiantou-se para tirar as dúvidas das empresas. Dadas as perspectivas sombrias para a economia global, deve aproveitar as cadeias industriais do país para formar equipas que possam atrair investimento estrangeiro, destacando as vantagens comparativas do comércio externo e produtos chineses. Além disso, não deve substituir as empresas. Deve concentrar-se em construir relações cordiais resolver problemas do privado, porque um mercado de trabalho saudável e o desenvolvimento sustentado das entidades de mercado são importantes para a estabilidade local e nacional.

O Governo deve também centrar-se na implementação de políticas que ajudem as entidades a satisfazer as suas necessidades, minimizando os riscos sociais não comerciais para as empresas e reduzindo os seus custos de transação, estabilizando as exportações, promovendo o consumo e a procura interna.

Mas os dois principais fatores que atuam como obstáculos para o Governo são a burocracia e o formalismo, e a melhor maneira de superar esses obstáculos é promover a inovação, ampliar a abertura e implementar o conceito de desenvolvimento centrado nas pessoas. A otimização das medidas antipandémicas da China e o fortalecimento da capacidade do Governo de equilibrar a prevenção e controlo da pandemia e o desenvolvimento sócioeconómico conduzem à recuperação económica.

No entanto, a China enfrenta a pressão tripla de contração da procura, choques de oferta e enfraquecimento das expectativas. Portanto, os governos em todos os níveis devem tomar medidas mais proativas para oferecer um bom começo à construção abrangente de um país socialista moderno.

* Vice-diretor e professor do Departamento de Economia da Escola Central do Partido Comunista da China

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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