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Viajar de Lisboa a Macau sem sair da biblioteca

Maria João Martins

Fundado em 1999, no momento em que Portugal deixava a administração de Macau, o Centro Científico e Cultural dedicado à Região tem, desde 19 de dezembro, uma biblioteca renovada e com novas possibilidades de pesquisa. Um mundo a descobrir por investigadores e público em geral

AEuropa do século XVI não estava preparada para as informações que o português Fernão Mendes Pinto trouxe do Extremo Oriente e coligiu na obra Peregrinação. Daí a apodarem-no de mentiroso, brincando-lhe com o nome (“Fernão, Mentes? Minto”), foi um passo, o que não impediu que este seu livro fosse rapidamente traduzido e publicado em diversas línguas ocidentais. Entre os relatos mais difíceis de tragar pelos leitores europeus estaria possivelmente a notícia da grandeza do Império Chinês, que o autor, antigo mercador e irmão laico da Companhia de Jesus, descreve nestes termos:

“Entre estas grandezas que se acham em cidades particulares deste império da China se pode bem coligir qual será a grandeza dele todo junto, mas para que ela fique ainda mais clara não deixarei de dizer (se o meu testemunho é digno de fé) que nos vinte e um anos que duraram os meus infortúnios […] em algumas partes vi grandíssimas abundâncias de diversíssimos mantimentos que não há nesta nossa Europa, mas em verdade afirmo o que há em todas juntas não tem comparação com que há disto na China somente”.

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