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5G vai mudar o tecido laboral em Macau

Inês LeiInês Lei

Um mês após o lançamento oficial da nova rede 5G em Macau, já mais de 50.000 clientes a utilizam, informou a CTM. Consultor da Huawei acredita que a nova tecnologia terá grande impacto no contexto laboral da cidade e na diversificação económica

Um mês após o lançamento oficial da nova rede 5G, já mais de 50 mil clientes a utilizam , revelou a operadora de telecomunicações, CTM, num evento.De maneira a celebrar o primeiro mês desde o lançamento da rede 5G em Macau, uma Cerimónia de Inauguração do 5G New Era e do Fórum Digital Macau 3.0 foi organizada conjuntamente pela CITIC Telecom International e pela CTM.

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A cerimónia reuniu vários pesos pesados da política e indústria local, incluindo Edmund Ho, vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, e Wang Guo Quan, vice-presidente do CITIC Group, num evento que combinou o formato offline e online.

O Fórum decorreu também em simultâneo no Metaverso CTM, permitindo aos convidados do Continente e do estrangeiro interagir e participar dentro de um ambiente virtual, no qual o PLATAFORMA aderiu.

Com o apoio do CITIC Group e da CITIC Telecom International, a CTM diz estar a progredir na realização do projeto de cidade inteligente “Macau Digital”.

CIDADE INTELIGENTE

No seu discurso de abertura do Fórum, Arthur Chen, consultor-chefe de política industrial de redes na Huawei, partilhou o seu conhecimento na construção de uma nova infraestrutura para uma cidade inteligente e as suas opiniões relativamente à transformação da indústria.

Chen destacou que a pandemia trouxe muitos desafios socioeconómicos nos últimos três anos, mas acabou também por funcionar como um catalisador para o desenvolvimento diversificado da indústria digital.

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O consultor da Huawei referiu que, nos últimos anos, o Governo da RAEM não só promoveu a exposição online APP, como também promoveu alguns serviços turísticos de realidade aumentada (AR), incluindo o “Arraial na Taipa” e o “Arraial na Ervanários”. Esse tipo de serviço de viagens AR fazem uso de tecnologia para oferecer às pessoas uma experiência de viagem realista em formato online.

“Já usei e experimentei. Acredito que seja um formato bastante inovador e atraente para as novas gerações”, indicou.

Chen acredita que o desenvolvimento da indústria de conteúdos imersivos será a tendência futura, sendo que aplicações relacionadas com o metaverso proporcionam boas oportunidades à cidade.

O consultor salientou que sob a estrutura do metaverso, interações virtuais também tornar-se-ão uma parte importante para a futura industrialização digital, mas avisa que esses desenvolvimentos exigem toda uma nova infraestrutura tecnológica mais completa.

DIREÇÃO COMUM

Em 2020, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China redefiniu a nova infraestrutura digital para incluir três áreas principais: infraestrutura de informação, convergência e inovação. Esse conjunto de ideias tem muitas semelhanças com os três elementos de cidades inteligentes propostos pelo Smart Cities Council em 2020: transporte, infraestrutura e energia limpa, que formam a base central de uma cidade inteligente.

“Se Macau pretende ser uma cidade inteligente, é necessário considerar se pode oferecer uma conectividade inteligente completa e uma plataforma de rede em nuvem que ofereça um investimento rentável para capital local ou estrangeiro, de modo a promover a aplicação de tecnologias digitais na indústria de Macau,” apontou Chen.

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O consultor citou o desenvolvimento digital da União Europeia como exemplo, apontando que a indústria tem uma nova direção de pensamento: “O desenvolvimento digital requer um consenso da indústria, que precisa de ser promovido por todos os participantes do mercado. Em segundo lugar, a liberdade e os direitos de uso da rede e da Internet precisam de ser protegidos. São necessárias algumas medidas de segurança na nova infraestrutura para proteger contra fraudes e atos criminosos,” nota.

Citando dados dos Serviços de Estatística e Censos de Macau (DSEC), em 2021, o setor terciário representava 92,3 por cento do PIB de Macau, enquanto que o setor secundário representava apenas 7,7 por cento.

“Podemos assim salientar o processo de transferência do setor terciário (serviços para empresas) para um quarto setor (indústria do conhecimento) no futuro […] podemos ver que no 2º Plano Quinquenal do Governo da RAEM, foram mencionadas cinco grandes direções,” indicou.

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Estas incluem finanças modernas; indústria da saúde; cultura e desporto; MICE e comércio; e alta tecnologia. Chen defende serem as melhores direções para o desenvolvimento futuro de Macau.

O consultor da Huawei acredita que nos próximos três anos, Macau deve ponderar como aproveitar as três redes estabelecidas pela CTM (Wi-Fi, 5G e fibra ótica) e formar uma forte base digital que ajude a desenvolver essas cinco indústrias, migrando a economia de Macau para o quarto setor.

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