Início » Ramos-Horta destaca grandes multidões no arranque da campanha

Ramos-Horta destaca grandes multidões no arranque da campanha

Lusa

O candidato presidencial José Ramos-Horta disse hoje estar surpreendido com a grande afluência que as primeiras ações de campanha têm registado, defendendo que refletem o crescente apoio à sua candidatura na segunda volta

“Em Oecusse, no arranque, tivemos mais do que o dobro do primeiro comício, na primeira volta. Vemos a determinação das pessoas na região, onde a Fretilin e a campanha de [Francisco Guterres] Lú-Olo está mais isolada”, afirmou Ramos-Horta à Lusa.

“Estive por lá dois dias, dei a volta pela cidade e quase não se viam bandeiras da Fretilin, um quase repudio total à Fretilin”, disse, referindo-se ao partido que apoia a candidatura do seu rival na segunda volta, Lú-Olo.

Ramos-Horta disse que a população de Oecusse teceu várias críticas à administração regional – que tem sido controlada por quadros da Fretilin -, inclusive “queixas de que indemnizações por expropriação de terras não foram pagas”.

“Fora da capital também não houve quase qualquer construção de infraestruturas”, disse ainda.

Ramos-Horta explicou ter ficado igualmente surpreendido no domingo, em Liquiçá, a oeste de Díli, onde estavam previstos apenas pequenos diálogos com a comunidade e acabou por haver uma concentração de “quase 2.000 pessoas”.

“São números grandes e que contrastam com a reduzida participação nos comícios de Lú-Olo em Gleno e Suai”, considerou.

Manifestando confiança numa vitória ampla na segunda volta, marcada para 19 de abril, José Ramos-Horta disse que a campanha do atual chefe de Estado ser]a penalizada pela participação do atual primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.

“Taur Matan Ruak está desacreditado, sobretudo pelas sequelas de 2006. Ele vangloria-se de ser o único general do mundo que teve coragem de expulsar 600 militares, o que depois resultou no grande conflito sangrento de Díli”, afirmou.

“Em 2012, quando se candidatou com o apoio de Xanana Gusmão, e por causa de Xanana Gusmão, o assunto não foi tocado, mas desta vez, com Taur Matan Ruak a atacar-me a mim e a Xanana Gusmão, sente-se o efeito contrário”, disse Ramos-Horta.

O ex-Presidente explicou que vai fazer grande parte da sua campanha em diálogos comunitários, a nível local, com menos comícios, explicando que o objetivo é ter acesso mais próximo a populações “que se têm sentido muito abandonadas”.

“Durante este mandato do Governo e do Presidente, eu andei pelo país todo e percorri os bairros de Díli. Nem o Presidente nem o primeiro-ministro fizeram isso. Ficaram nos seus palácios”, disse.

Ramos-Horta venceu a primeira volta das presidenciais com 303.477 votos (46,56%), à frente de Lú-Olo com 144.282 votos (22,13%), numa corrida em que participaram ainda 14 outros candidatos.

Na primeira volta votaram 664.106 dos 859.613 eleitores inscritos, com a abstenção a cair face ao voto de 2017, para 22,74%.

A campanha decorre até 16 de abril e a votação está marcada para 19 de abril.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website