Início » Roman Abramovich nas negociações de paz

Roman Abramovich nas negociações de paz

O milionário russo Roman Abramovich, dono do clube de futebol Chelsea, foi visto nas negociações de paz entre as delegações da Ucrânia e da Rússia, que arrancaram, esta manhã, na Turquia. A presença do oligarca russo sugere o seu envolvimento numa tentativa de mediação das conversações.

Em imagens divulgadas pela imprensa internacional, Abramovich é visto numa das mesas das negociações, junto a um porta-voz da Turquia, Ibrahim Kalin, e em conversa com o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco Mevlut Cavusoglu.

De recordar que, esta segunda-feira, foi noticiado que Roman Abramovich mostrou sintomas de envenenamento, depois de alegadamente ter estado em conversações para a paz na fronteira entre a Ucrânia e a Bielorrússia.

O Wall Street Journal confirmou que Roman Abramovich, que é considerado próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, e já foi alvo de sanções da União Europeia e do Reino Unido na sequência da invasão, começou a fazer uma ligação entre Moscovo e a Ucrânia como parte de um esforço de mediação para colocar um ponto final no conflito. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmara já que vários empresários russos, incluindo Abramovich, se tinham oferecido para ajudar a Ucrânia – pelo que terá, de acordo com o Wall Street Journal, pedido ao Presidente norte-americano Joe Biden para não sancionar Abramovich, argumentando que o oligarca poderia desempenhar um papel importante nas negociações de paz.

O oligarca russo e dois negociadores ucranianos terão sofrido sintomas — olhos vermelhos e lacrimejantes, rosto e mãos esfoladas — que sugerem um possível “envenenamento”, noticiou o Wall Street Journal.

Nesse sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, aconselhou a delegação ucraniana, presente nas negociações com a Rússia, em Istambul, a “não comer nem beber nada” durante as conversações desta terça-feira, adianta a BBC News. O governante terá ainda pedido aos negociadores para, de preferência, “evitarem tocar em qualquer superfície”.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 143 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 216 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Leia mais em TSF

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website