Crime em Macau aumenta 26,1% no primeiro semestre do ano

Crime em Macau aumenta 26,1% no primeiro semestre do ano

As autoridades de segurança de Macau anunciaram hoje terem instaurado 5.915 inquéritos criminais no primeiro semestre do ano, ou mais 1.224 casos comparativamente ao período homólogo de 2020, num aumento de 26,1%.

No período em análise, a polícia registou, ao todo, 1.199 “crimes contra as pessoas”, o que representa uma subida de 238 casos e de 24,8%, em comparação com os primeiros seis meses do ano anterior, indicou o secretário para a Segurança de Macau, no comunicado divulgado sobre o balanço da criminalidade no primeiro semestre deste ano.

Em contrapartida, as autoridades registaram dois homicídios, tal como em igual período de 2020. “Acredita-se que ambos estejam relacionados com a troca ilegal de moeda”, disse Wong Sio Chak.

Não houve aumento nos casos de crimes violentos em comparação com o mesmo período de 2020 e foi mantida uma taxa zero ou muito baixa de casos de crimes violentos graves, sublinhou.

“Por estas razões, considera-se que o estatuto de segurança de Macau permanece estável e favorável”, sublinhou Wong Sio Chak.

Quanto ao crime de “ofensa simples à integridade física” foram contabilizados 632 casos, numa subida de 31 casos (mais 5,2%), enquanto a polícia registou 16 casos de violação, num aumento de três (mais 23,1%), comparativamente a igual período de 2020.

Os sequestros (17) diminuíram 41,4% em termos anuais, ou menos 12 casos, acrescentou.

O “Sistema de Vigilância Vídeo da Cidade de Macau”, conhecido como “Olhos no Céu”, ajudou na investigação de 1.761 casos, que incluíram crimes violentos, tais como os crimes de “ofensas graves à integridade física”, “violação” e “fogo posto”, além dos dois crimes de “homicídio” já referidos, afirmou.

O responsável sublinhou que aquele sistema, atualmente com 1.620 câmaras instaladas em vários locais de Macau, “continua a desempenhar um papel importante na assistência à polícia na rápida e volumosa resolução dos casos”.

O aumento do cibercrime foi mais evidente no primeiro semestre do ano, sobretudo devido ao aumento do número de turistas, de utilizadores das redes sociais e de aplicações de compras ‘online’ e, por outro lado, do reforço da supervisão policial.

Assim, os crimes de burla, 667 casos, e de extorsão, 48, subiram 49,9% e 45,5%, respetivamente, em termos anuais.

No mesmo período, as burlas em apostas ilegais ‘online’ registaram 54 casos no primeiro semestre, ou mais 27 em relação aos primeiros seis meses de 2020.

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