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McDonald’s investigado por casos de racismo e assédio

Fernanda Brigatti

Arcos Dorados, franquia da rede na América Latina, diz que colabora com apuração.

No início de 2021, Gabriel Milbrat, 19, já trabalhava há pouco mais de um ano em uma lanchonete do McDonald’s em Curitiba (PR), quando passou a ser assediado por um superior. “Foi logo depois da virada do ano. Ele me abordava no banheiro e na área de almoço. Tenho dois emails pedindo socorro e mais o relato de uma cliente que viu em uma das vezes”, diz.

Naquela que foi a abordagem mais explícita, Milbrat relata ter sido acordado pelo assediador, quando esse ejaculou sobre ele. O funcionário do McDonald’s dormia durante a pausa para o almoço.

Casos como o de Gabriel Milbrat integram o corpo de denúncias recebidas pela “Sem Direitos não é Legal”, campanha global que atende trabalhadores do McDonald’s no Brasil, e que estão em representação feita pela UGT (União Geral do Trabalhadores) ao Ministério Público do Trabalho.

As denúncias de práticas de racismo, assédio sexual e assédio moral vinham sendo apuradas desde o ano passado em um um procedimento preparatório. No último dia 22 de junho, a procuradora do trabalho Elisa Maria Brant de Carvalho Malta decidiu abrir inquérito civil para apurar as denúncias.

Leia mais em Folha de S.Paulo

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