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Universidades lusófonas reúnem-se em Macau. Como a cooperação académica entra numa nova fase

Mais de 150 representantes do ensino superior dos países de língua portuguesa reuniram-se em Macau para discutir cooperação académica e mobilidade de talentos. O encontro decorre numa altura em que a expansão da Universidade de Macau para Hengqin procura criar novas oportunidades de ligação entre a China e o espaço lusófono

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A Universidade de Macau (UM) acolheu esta segunda-feira (15) a abertura do 35.º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que reúne mais de 150 representantes de instituições de ensino superior de Macau, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

O encontro tem como objetivo reforçar a cooperação académica e promover o intercâmbio entre instituições de ensino superior da China e dos países de língua portuguesa.

Na sessão de abertura, o reitor da Universidade de Macau, Yonghua Song, destacou o papel da AULP na promoção da língua portuguesa e na aproximação entre instituições académicas do espaço lusófono. O responsável sublinhou ainda a posição de Macau como plataforma de ligação entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O futuro campus da Universidade de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, deverá reforçar a capacidade de ensino e investigação da instituição e criar novas oportunidades de colaboração entre universidades chinesas e lusófonas, segundo Yonghua Song.

Leia também: Tecnologia, língua portuguesa e Hengqin convergem no novo plano académico de Macau

O reitor acrescentou que a UM pretende tirar partido do modelo de “duplo campus” para aprofundar o intercâmbio académico, cultural e de talentos, contribuindo para o desenvolvimento das relações entre a China e os países de língua portuguesa.

A cerimónia contou também com intervenções do Ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, da presidente da AULP, Astrigilda Silveira, e da secretária-geral da associação, Cristina Montalvão Sarmento. Os responsáveis destacaram a importância de Macau como ponte entre a China e o mundo lusófono e defenderam um reforço da cooperação académica e da mobilidade de estudantes e investigadores.

O programa inclui um painel dedicado às relações interuniversitárias e a apresentação da obra comemorativa Camões Poeta. Herói N’Os Lusíadas.

A Universidade de Macau integra a AULP desde os primeiros anos da associação e desempenhou a presidência da organização entre 2014 e 2017. Atualmente exerce funções de vice-presidente, cargo que manterá até 2027.

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