O número de pessoas afectada pela insegurança alimentar nas zonas rurais e urbanas da África Austral passou de 41 milhões, entre 2019 e princípio do ano passado, para os actuais 51,3 milhões, impulsionado pela pandemia da Covid-19.
Os dados foram revelados pelo presidente do Comité Regional de Vulnerabilidade da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), António Pacheco Lima, com base num relatório sobre o impacto da Covid-19, na região, em todos os sectores.
Elaborado em Dezembro, pelo Fórum de Avaliação e Análise de Vulnerabilidade (VAA) da SADC, o documento, segundo António Pacheco Lima, revela a necessidade de os Estados-membros da SADC partilharem histórias de sucesso e os progressos no campo dos alimentos, enquanto a região estiver confrontada com a pandemia da Covid-19 e registar altos níveis de insegurança alimentar.
António Pacheco Dias Lima discursou, por videoconferência, a partir de Moçambique, na reunião Organizacional Anual do Programa de Avaliação e Análise de Vulnerabilidade (RVAA), convocada sob a presidência daquele país. “Os números de agora registados são os mais elevados alguma vez registados pelo RVAA, na SADC”, frisou, aventando a possibilidade de este quadro vir a aumentar com a pandemia.
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