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Zimbabué oferece ajuda a Moçambique na luta contra terroristas de Cabo Delgado

O Presidente do Zimbabué disse que o país está pronto para ajudar Moçambique a combater os ataques terroristas no norte do país vizinho, defendendo que a segurança deve ser prioritária para a região

“O Zimbabué está pronto para ajudar de qualquer maneira que consigamos, a segurança da nossa região é a principal prioridade na proteção do nosso povo”, escreveu Emmerson Mnangagwa, na rede social Twitter, acrescentando que “os atos de barbaridade têm de ser eliminados onde quer que sejam encontrados”.

O comentário do Presidente do Zimbabué, que faz fronteira com Moçambique, surge depois de várias notícias sobre atos de violência cometidos nos últimos dias em Cabo Delgado e no mesmo dia em que o ministro da Defesa disse que Moçambique estava a pedir ajuda a vários países, após a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) ter falhado na formulação de uma proposta sobre como combater a insurgência.

“Estamos a ver Moçambique agora a abordar países como os Estados Unidos e a França pedindo assistência”, disse o ministro, Oppah Muchinguri-Kashiri, em declarações ao jornal estatal Herald, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

“É do nosso interesse que a SADC aja rapidamente para lidar com a situação”, disse o ministro do Zimbabué, um país isolado dos oceanos e que depende de Moçambique para ter acesso às importações e exportações que chegam através do Oceano Índico.

Vários órgãos de comunicação moçambicanos, portugueses e internacionais relataram um massacre perpetrado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, no final da semana passada, em Cabo Delgado.

A província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas e que se intensificaram este ano.

Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de 1.000 a 2.000 vítimas.

Segundo dados oficiais, há, pelo menos, 435 mil deslocados internos.

A capital de Cabo Delgado, Pemba, está desde meados de outubro a receber uma nova vaga de deslocados, que viajam em barcos precários.

As vítimas da violência na região rica em gás natural têm-se espalhado por outras regiões, nomeadamente as vizinhas províncias de Niassa e Nampula, mas as autoridades locais já têm oferecido ajuda a famílias refugiadas que chegam mais a sul, nomeadamente à Zambézia e Sofala.

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