UE acusa Amazon de violar regras europeias de concorrência - Plataforma Media

UE acusa Amazon de violar regras europeias de concorrência

A Comissão Europeia acusou nesta terça-feira a gigante americana do comércio eletrónico Amazon de ter violado as regras europeias de concorrência.

A acusação prende-se com o facto da empresa tirar partido dos dados fornecidos por cada transação que é efetuada no seu sistema.

A comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, disse em entrevista coletiva que a União Europeia (UE) informou a Amazon sobre a situação.

Além disso, a UE anunciou que abrirá uma segunda investigação para determinar se o serviço Prime da Amazon e a “Buy Box” (“Caixa de Compra”) que aparece na tela empurram os compradores artificialmente para os vendedores que usam o serviço de logística da Amazon.

“Chegamos à conclusão preliminar de que a Amazon abusou ilegalmente de sua posição dominante como provedora de serviços de mercado na Alemanha e na França”, disse Vestager no Twitter pouco antes da entrevista coletiva.

“Precisamos garantir que plataformas de dupla função impulsionadas pelo mercado, como a Amazon, não distorçam a concorrência”, disse posteriormente a repórteres em Bruxelas.

A Amazon vende os seus próprios produtos para clientes de distribuição através das suas plataformas na web, mas também permite que terceiros usem o seu mercado para os seus produtos.

A UE também acusa a Amazon de usar dados de utilizadores para competir com os seus clientes externos.

“As suas regras não devem favorecer artificialmente as próprias ofertas de distribuição da Amazon ou tirar vantagem das ofertas dos distribuidores que usam os serviços de atendimento e entrega da Amazon”, disse Vestager.

“Com o e-commerce em ascensão e a Amazon como plataforma líder de e-commerce, o acesso justo e sem distorções aos consumidores online é importante para todos os vendedores”, acrescentou.

A autoridade informou que a UE enviou à Amazon uma “declaração formal de objeção”, um primeiro passo que pode levar a uma ação judicial.

Em uma breve nota distribuída à imprensa, a Amazon respondeu que “discorda das declarações preliminares da Comissão Europeia e continuará a fazer todo o possível para garantir que esta tenha as informações necessárias para ter uma compreensão precisa dos factos”.

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