Não serão permitidas deslocações para assistir a espetáculos culturais durante o recolher obrigatório. Setor queixa-se de incerteza permanente.
“Nós vamos todos morrer, mas vamos morrer de pé, porque temos uma resiliência extraordinária. Mas fomos o setor mais afetado de todos”, avalia ao JN Álvaro Covões, dono da produtora Everything Is New e um dos mais importantes empresários de cultura em Portugal, perante a decisão de o Governo sobre o recolher obrigatório que abrange os dois próximos fins de semana.
Se, na terça-feira, os teatros e as salas de espetáculos se tinham unido em torno da campanha “Continuamos abertos, fechamos mais cedo”, adaptando horários de forma a cumprir as exigências pandémicas, ontem voltaram à incerteza. O decreto que regulamenta o estado de emergência e o recolher obrigatório não prevê exceções para portadores de bilhetes para espetáculos, deixando promotores e artistas com salas vazias nesses dias fundamentais para a cultura.
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