O principal fator para esta subida continua a ser a evolução dos preços dos combustíveis, que acompanharam a forte valorização do petróleo nos mercados internacionais. O INE sublinha que a aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) “é maioritariamente explicada pelo aumento do preço dos produtos energéticos”.
Em abril, a variação homóloga dos produtos energéticos disparou para 11,7%, após 5,7% registados em março. Também os produtos alimentares não transformados registaram uma subida, passando de 6,4% para 7,5%, contribuindo adicionalmente para a pressão inflacionista.
A evolução dos preços está fortemente associada ao contexto internacional, marcado pelo conflito no Irão e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e gás natural liquefeito.
Já a inflação subjacente, que exclui energia e alimentos não transformados, fixou-se em 2,2%, mais 0,2 pontos percentuais do que em março, sinalizando uma pressão mais moderada noutros segmentos da economia.
Leia mais: FMI corta crescimento de Portugal para 1,9% e prevê inflação acima de 3% em 2026
Em termos mensais, o IPC terá subido 1,4% em abril. A variação média dos últimos 12 meses foi estimada em 2,4%, ligeiramente acima dos 2,3% registados no mês anterior.
O indicador harmonizado de preços no consumidor, utilizado para comparações europeias, registou uma variação homóloga de 3,3% em abril, acima dos 2,7% de março.