A região da África subsaariana deverá crescer 4% este ano, menos 0,3 pontos percentuais do que o estimado anteriormente, refletindo um abrandamento generalizado das economias africanas.
Entre os PALOP, Angola deverá crescer 2,4%, uma revisão em baixa de 0,2 pontos percentuais. Cabo Verde também regista um corte significativo, passando de 5,2% para 4,8%. Já a Guiné-Bissau deverá crescer 4,8%, menos 0,4 pontos do que na previsão anterior.
Mais acentuada é a revisão na Guiné Equatorial, que deverá voltar à recessão com uma quebra de 3,5% do PIB, após uma revisão em baixa de 3,9 pontos percentuais. Moçambique é outro dos países mais afetados, com o Banco Mundial a cortar 1,9 pontos à previsão anterior, apontando agora para um crescimento de apenas 0,9%. São Tomé e Príncipe deverá crescer 2,9%, menos 1,1 pontos do que o previsto em janeiro.
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O Banco Mundial alerta que o impacto do conflito no Médio Oriente deverá sobrepor-se a outros fatores de crescimento, como reformas estruturais e acordos comerciais recentes, num contexto de maior pressão sobre os preços e sobre os custos de financiamento.
O relatório sublinha ainda riscos acrescidos de insegurança alimentar, devido à redução do uso de fertilizantes e à possível escassez de alimentos na segunda metade de 2026 e em 2027. A instituição alerta também para a limitação da capacidade de resposta dos governos africanos, face a restrições orçamentais e ao aumento do endividamento.
A nível global, o Banco Mundial prevê que o crescimento abrande para 2,5% este ano, o valor mais fraco desde a pandemia de covid-19, penalizado pelo aumento dos preços da energia e pela maior pressão inflacionista decorrente do conflito no Médio Oriente.