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Banco Mundial retoma relações com a Venezuela após sete anos

O Banco Mundial recordou que a Venezuela é membro da instituição desde 1946 e recebeu o primeiro empréstimo em 1961

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O Grupo do Banco Mundial anunciou a retoma das relações com o Governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina, Delcy Rodríguez, pondo fim a uma pausa que se prolongava desde 2019.

O anúncio foi feito no âmbito das Reuniões da Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que tiveram início em 13 de abril e terminam no sábado em Washington.

Pouco antes da declaração do Banco Mundial, também o FMI anunciou em Washington a retoma das relações com a Venezuela, uma decisão tomada em consonância com “as opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional que representam a maioria do poder de voto total do FMI”, de acordo com o comunicado oficial divulgado pela instituição.

O Banco Mundial recordou, numa declaração, que a Venezuela é membro da instituição desde 1946 e recebeu o primeiro empréstimo em 1961.

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Nos anos 1970, o boom petrolífero permitiu a Caracas saldar as dívidas com o Banco Mundial e até emprestar parte dos lucros para apoiar outros países membros.

No entanto, o colapso dos preços do petróleo nos anos 1980 e a deterioração das políticas económicas levaram o país a retomar os empréstimos em 1989. O último data de 2005.

As relações foram suspensas em março de 2019, em plena crise política, quando Nicolás Maduro assumiu um novo mandato, que a oposição considerou ilegítimo, o que levou à autoproclamação de Juan Guaidó como presidente, reconhecido por dezenas de países.

A retoma surge num momento de recomposição diplomática e económica no país. Após a captura de Maduro e da mulher, Cilia Flores, em 03 de janeiro, por forças norte-americanas em Caracas, Rodríguez assumiu a presidência interina e aceitou as condições económicas e petrolíferas impostas pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Essa aproximação concretizou-se na aprovação de várias leis na Venezuela destinadas a facilitar o investimento estrangeiro nos setores petrolífero e mineiro.

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