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Cortes na investigação das abelhas nos EUA geram alerta científico; Trump recebeu Carlos III junto a colmeias na Casa Branca

A redução de financiamento federal à monitorização das populações de abelhas nos Estados Unidos está a gerar preocupação entre investigadores e organizações ambientais, num momento em que os polinizadores enfrentam quebras persistentes há mais de uma década.

O Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) suspendeu a recolha de dados do relatório anual sobre colónias de abelhas, um dos principais instrumentos usados para acompanhar perdas e tendências no setor apícola. A decisão foi justificada com constrangimentos orçamentais e levanta dúvidas sobre a continuidade da monitorização científica destas populações.

O relatório, iniciado em 2015, permitia analisar a evolução trimestral das colónias por estado e identificar fenómenos como o colapso das colónias, crucial para agricultores e para a indústria alimentar. A suspensão afeta um dos poucos sistemas nacionais de recolha sistemática de dados sobre abelhas nos EUA.

Organizações científicas criticam a decisão, alertando para o impacto na capacidade de compreender o declínio dos polinizadores. As abelhas são responsáveis pela polinização de cerca de um terço das culturas agrícolas, incluindo frutas, frutos secos e várias hortícolas.

A decisão surge num contexto de redução mais ampla de programas federais ligados à investigação agrícola e ambiental, incluindo outros levantamentos relacionados com produção de mel e custos de polinização.

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Apesar das críticas, a administração Trump defende que a suspensão é temporária e motivada por limitações financeiras, sem calendário definido para o eventual regresso do programa.

Em paralelo, a Casa Branca tem procurado destacar iniciativas simbólicas relacionadas com a apicultura. Durante uma visita oficial, o presidente dos Estados Unidos conduziu o rei britânico Carlos III a um passeio junto às colmeias instaladas nos jardins da residência oficial, num gesto que contrastou com os cortes na investigação científica.

Para especialistas, o episódio ilustra a tensão entre a dimensão simbólica da proteção ambiental e a realidade da redução de recursos destinados à monitorização científica dos ecossistemas.

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