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Três empresas portuguesas entre as mais poluentes do mundo

Guilherme Rego

Jerónimo Martins, Cimpor e Navigator estão entre as 1.800 empresas responsáveis por um quarto das emissões de gases com efeito de estufa no mundo.

As três empresas portuguesas foram abordadas por carta pela CDP – uma organização internacional de divulgação ambiental sem fins lucrativos -, em conjunto com 137 instituições financeiras globais, designadamente as seguradoras AXA e Allianz, que representam ativos de 20 biliões de dólares. A CDP apela para que estas empresas cumpram as metas de redução das emissões de gases para travar o aquecimento global até 2050, o mais tardar. 

O Grupo Jerónimo Martins ocupa a 50.ª posição entre os maiores retalhistas do Mundo, segundo a edição de 2020 do “Global Powers of Retailing”, divulgada pela Deloitte. O grupo internacional português, com mais de 225 anos de experiência no negócio alimentar, tem forte impacto no mercado português, polaco e colombiano, com mais de cinco milhões de clientes diários em mais de 4,500 lojas. 

Já a Cimpor posiciona-se na vanguarda do desenvolvimento industrial do setor, com produtos de qualidade reconhecida e certificada internacionalmente, como o cimento, que constitui o núcleo central da atividade.

A The Navigator Company é uma das mais fortes marcas de Portugal no mundo, com uma posição de grande relevo no mercado internacional da pasta e do papel. Anualmente, produz cerca de 1,6 milhões de toneladas de papel.

Mais de um milhar de empresas pelo mundo já se comprometeram com as metas de redução, assinando a carta de compromisso para esse fim.

Reduzir as emissões em conjunto com a ciência climática pode aumentar a resiliência e competitividade das empresas, ajudar à inovação, responder a ajustes dos reguladores e aumentar a confiança dos investidores, acrescenta a CDP.

No total, estas empresas “são responsáveis por 13,5 gigatoneladas de emissões por ano, o equivalente a 25 por cento do total global de emissões. Em toda a cadeia de valor, estas empresas têm influência num volume mais de três vezes superior de emissões acumuladas”, lê-se na carta.

O diretor para os mercados de capitais da CDP Europa, Laurent Babikian, disse, citado na carta, que a organização sem fins lucrativos está encantada por “tantos investidores europeus de envergadura reconhecerem a importância para as empresas de definir metas de base científica” para travar o aquecimento global e descarbonizar a economia. 

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