Governo coloca 3 milhões em bancos para apoiar setor privado - Plataforma Media

Governo coloca 3 milhões em bancos para apoiar setor privado

O Governo são-tomense reuniu-se ontem com empresários nacionais para anunciar que já estão disponíveis nos bancos comerciais três milhões de euros para apoiar o setor privado do país.

“É uma linha de crédito criada pelo Governo, destinada ao setor privado nacional. É uma ideia do executivo, anterior ao surgimento da covid-19, mas ganhou uma urgência particular com a pandemia que também influenciou muitas das condições e mecanismos para a concessão desse crédito”, explicou Rafael Branco, diretor-geral da Agência de Promoção, Comércio e Investimento (APCI).

O Governo, liderado por Jorge Bom Jesus, criou uma comissão presidida pela APCI e integrada por “várias instâncias governamentais” que vai avaliar todos os pedidos de créditos antes de estes serem remetidos aos bancos.

Essa comissão de avaliação, explicou Rafael Branco, “vai garantir que os pedidos de créditos apresentados aos bancos obedeçam a um conjunto de critérios que visam aumentar e diversificar a produção nacional, proceder à transformação dos produtos nacionais e comercializá-los no exterior”.

“Não é um crédito que quem quiser, vai buscar. Não, não é isso”, comentou o diretor-geral da APCI.

“Os interessados devem ter um projeto, um plano de negócio e um orçamento que nós vamos analisar, damos um parecer, depois o banco toma a decisão final”, referiu.

De acordo com o ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, Francisco Ramos, os três milhões de euros destinam-se a cobrir projetos nas áreas da agricultura, pescas, pecuária, transformação, aquacultura, turismo, comercialização, “tudo o que impulsiona a economia, tanto da terra como do mar”.

Francisco Ramos pediu aos beneficiários do crédito para “serem responsáveis”, referindo que “o bom resultado da aplicação dos empréstimos vai permitir que haja mais injeção de capital ao setor privado”.

O governante adiantou que o montante disponível foi conseguido pelo executivo graças à “colaboração” do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (MD) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e “tudo será flexibilizado” para facilitar a atribuição dos crédito aos empresários.

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