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Presidente moçambicano acusa “rede internacional” de ataques terroristas

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que os grupos armados que protagonizam ataques no norte do país são parte de uma “rede internacional do terrorismo”, defendendo a unidade como força importante para o combate à violência.

Filipe Nyusi referiu-se à violência no norte do país, concretamente na província de Cabo Delgado, quando falava no lançamento da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), uma entidade estatal criada para promover o desenvolvimento da região norte do país.

“Hoje compreendemos de modo mais nítido e seguro que estamos perante uma rede internacional que está a mover uma agressão contra o nosso país, estamos perante o fenómeno do terrorismo”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

A rede, prosseguiu, explora a pobreza no seio dos jovens da província de Cabo Delgado para recrutar membros.

Filipe Nyusi avançou que a ação dos grupos provocou a morte a centenas de pessoas, obrigou a fuga das suas residências de cerca de250 mil pessoas e resultou na destruição de infraestruturas púbicas e bens privados.

Nyusi reconheceu que os ataques em Cabo Delgado colocam um desafio sem precedentes na história do país e é diferente dos vários conflitos que o território nacional já enfrentou.

“É uma nova experiência e uma nova realidade totalmente diferente das ameaças que já enfrentamos”, frisou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi apelou à unidade e coesão do país visando combater os grupos armados em Cabo Delgado, assegurando um empenho “sem contemplações” contra a violência na região.

A província de Cabo Delgado é alvo de ataques por grupos armados desde outubro de 2017, que já causaram a morte de, pelo menos, 1.059 pessoas em quase três anos, além da destruição de várias infraestruturas.

De acordo com as Nações Unidas, a violência armada levou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

As Nações Unidas e várias entidades internacionais já classificaram os ataques como uma ameaça ‘jihadista’ e algumas das ações foram reivindicadas pelo Estado Islâmico.

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