Os dois líderes abordaram diversos temas considerados críticos no actual contexto geopolítico, incluindo a situação no Estreito de Taiwan, num encontro que marcou mais um momento de contacto directo entre Washington e Pequim, Segundo confirmou um responsável da Casa Branca.
No mesmo dia, Taiwan afirmou que os Estados Unidos reiteraram o seu apoio ao território, sublinhando a continuidade da posição de Washington em relação à ilha. “A parte norte-americana reafirmou repetidamente o seu apoio claro e firme a Taiwan”, declarou a porta-voz, Michelle Lee, em conferência de imprensa.
“A questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações sino-americanas”, declarou Xi, citado pela televisão estatal CCTV. “Se for mal gerida, os dois países podem colidir ou até entrar em conflito, o que empurraria toda a relação China-EUA para uma situação altamente perigosa.”
Apesar do tom de alerta, Trump procurou destacar um ambiente de proximidade diplomática, afirmando que os dois países terão um “futuro fantástico juntos” e descrevendo como “uma honra” estar com Xi, acrescentando que a relação bilateral será “melhor do que nunca”.
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Xi Jinping, por seu lado, adotou um tom mais contido, defendendo que os dois países “devem ser parceiros e não rivais”, sublinhando que uma relação estável entre as duas maiores economias do mundo “é uma vantagem para o planeta”, enquanto a cooperação beneficia ambas as partes e o confronto prejudica-as.
O líder chinês disse ainda estar satisfeito por receber Trump na sua primeira visita à China desde 2017, num contexto internacional que descreveu como um “novo ponto de viragem”.
O encontro no Grande Palácio do Povo contou com honras de Estado, incluindo guarda de honra, fanfarra militar, salva de canhões e a presença de grupos de estudantes que receberam a comitiva norte-americana com cânticos de boas-vindas.
Na delegação de Trump estiveram o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Defesa Pete Hegseth e vários empresários norte-americanos de grande dimensão, incluindo Elon Musk, da Tesla, e outros executivos de setores estratégicos.
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Rubio, conhecido por uma postura tradicionalmente dura em relação a Pequim, afirmou anteriormente que Washington espera convencer a China a desempenhar um papel mais ativo em questões globais, incluindo o Irão, tema também em destaque na agenda do encontro.
Trump deverá ainda discutir com Xi questões comerciais, incluindo tarifas e acesso de empresas norte-americanas ao mercado chinês, bem como cadeias de abastecimento estratégicas e tecnologia, num contexto de rivalidade crescente na área da inteligência artificial.
Outro ponto sensível em discussão é o apoio militar dos Estados Unidos e a questão das vendas de armamento, tema que Pequim tem reiteradamente criticado.
A visita inclui ainda um jantar de Estado e uma passagem por locais históricos de Pequim, enquanto ambos os lados procuram evitar um agravamento das tensões e, simultaneamente, assegurar ganhos políticos e económicos no final da cimeira.
O líder chinês sublinhou ainda que qualquer cooperação futura dependerá da gestão cuidadosa destas divergências, num momento em que ambas as partes procuram evitar uma escalada num contexto internacional já marcado por múltiplas crises.
No final da jornada, Trump deverá ser recebido num jantar de Estado com Xi Jinping e visitar ainda o Templo do Céu, um dos mais emblemáticos locais históricos de Pequim. Ambas as partes esperam sair da cimeira com sinais de estabilidade, mesmo que temporária, numa relação marcada por competição estratégica e interdependência económica.