A informação foi integrada na área “Registo de interesses”, no campo “Outras situações”, passando a constar da versão mais recente da declaração submetida a 5 de maio. Com esta atualização, a EpT torna acessível ao público o conjunto de clientes da antiga sociedade familiar do chefe do Governo, cumprindo as regras de divulgação aplicáveis a titulares de cargos políticos.
Os dados agora publicados não apresentam alterações em relação às informações já anteriormente conhecidas, incluindo as que tinham sido divulgadas pelo próprio primeiro-ministro e por órgãos de comunicação social. Entre os clientes identificados estão empresas como Rádio Popular, Solverde, Cofina, INETUM Portugal, Sogenave, Ferpinta, ITAU e o CLIP – Colégio Luso Internacional do Porto, entre outras.
Segundo a informação constante na plataforma, a atividade da Spinumviva centrou-se sobretudo na prestação de serviços de consultoria em matéria de proteção de dados e aplicação do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), além de serviços de gestão e assessoria empresarial. Em alguns casos, os trabalhos incluíram processos de reorganização e reestruturação de empresas.
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A atualização surge após controvérsia relacionada com a forma de entrega inicial destes elementos à Entidade para a Transparência, que em 2025 recusou um ficheiro anexo por considerar que não permitia adequada consulta pública.
Na mesma declaração, é ainda referido que o primeiro-ministro apresentou pedidos de oposição à consulta de dados relativos ao seu património imobiliário, matéria que tem sido alvo de apreciação no Tribunal Constitucional.
O caso Spinumviva tem sido objeto de debate político e mediático desde o ano passado, com o Governo a defender que todas as obrigações declarativas foram cumpridas e que as questões em análise decorrem de interpretações jurídicas ainda por esclarecer.