Guiné-Bissau converte escolas corânicas em madrassas

Guiné-Bissau converte escolas corânicas em madrassas

O Governo da Guiné-Bissau vai iniciar este ano um curso de bacharelato em língua árabe para converter as escolas corânicas, de ensino do islão, em madrassas, estabelecimentos de ensino onde além da religião os alunos adquirem outras competências.

O curso de bacharelato em língua árabe vai ter início já este ano letivo, que deve começar em 14 de setembro, na Escola Normal Superior “Tchico Té” com a formação de professores, anunciou o ministro da Educação, Jibrilo Baldé.

A formação dos docentes será feita por professores guineenses formados em países árabes.

Para o cumprimento desta intenção, o ministro da Educação assinou, esta semana, um protocolo de parceria com o presidente da Associação Djamiatu Fitiano Sidikin, Ousmane Diao.

No documento lê-se que no futuro, o Governo pretende transformar as escolas corânicas (de ensino do islão) em madrassas (escolas onde além da religião são ensinadas outras competências) de qualidade e acessíveis para o cidadão guineense que optar por esta forma de aquisição de conhecimento.

Ainda é intenção do Governo reconhecer os diplomas emitidos aos alunos que frequentaram estabelecimentos coordenados pela Djamiatu Fitiano Sidikin, na Guiné-Bissau.

Ao mesmo tempo, o protocolo visa fortalecer o ensino das disciplinas nucleares do currículo nacional (português, matemática, ciências e estudos socioambientais) nas escolas madrassas e ainda incluir nestes estabelecimentos formação técnica e profissional para alunos.

O protocolo tem ainda como objetivo lutar contra o tráfico de crianças sob pretexto de procura de educação religiosa muçulmana, bem como combater situações que levem as crianças a viverem na mendicidade.

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