Henry Tong e Elaine To preparavam-se para passar o primeiro aniversário de casamento em celas separadas – até à sua absolvição por tumultos durante os protestos pró-democracia de Hong Kong.
Houve suspiros e lágrimas de alívio no tribunal na sexta-feira passada, quando um juiz declarou que os promotores não conseguiram provar que o casal participou nos confrontos com a polícia em julho passado.
A dupla foi libertada, numa decisão que tem consequências potenciais para centenas de outros manifestantes que enfrentam acusações semelhantes.
Porém, enfrentam uma longa jornada onde terão de reconstruir as suas vidas e os seus negócios.
“Nós já fomos punidos”, disse Tong à AFP, no dia seguinte à sua absolvição.
O combate às acusações exigiu um pesado ónus mental e financeiro para os dois, que estavam entre os primeiros manifestantes a serem processados por tumultos, um crime que pode levar até a uma década na prisão.
No fim de semana, começaram a desembalar todos os equipamentos que tinham sido guardados dentro do estúdio de fitness que administram no elegante bairro de Sheung Wan.
Recolheram também os seus três cães – que estavam prontos para serem acolhidos por amigos e familiares.
Um momento feliz após quase um ano de stress e condições restritas de fiança.
“Agora podemos manter o negócio aberto e precisamos torná-la legal novamente”, disse à AFP.
Mas o futuro ainda parece incerto.
“Sofremos muito financeiramente”, disse Tong.



