Alemanha convoca embaixador chinês para discutir Hong Kong - Plataforma Media

Alemanha convoca embaixador chinês para discutir Hong Kong

O embaixador da China na Alemanha Wu Ken foi na sexta-feira “convidado para uma entrevista” no Ministério dos Negócios Estrangeiros com um secretário de Estado alemão. O encontro serviu para  discutir a situação na Região Administrativa Especial de Hong Kong.

A France-Presse (AFP) dá conta de que o Governo alemão, “juntamente com os seus parceiros europeus, expressou repetidamente preocupações” com a lei de segurança nacional implementada por Pequim na antiga colónia britânica.

A informação foi transmitida à AFP pela tutela da diplomacia alemã sem adiantar, no entanto, mais detalhes sobre a reunião.

A aplicação da nova lei de segurança nacional em Hong Kong – que levou vários jovens ativistas a fugir da Região Administrativa Especial e as redes sociais digitais a cortarem os serviços neste território semiautónomo – está a deixar a China sob críticas e sanções da comunidade internacional.

Esta legislação proíbe algumas opiniões políticas, como o apoio à independência ou reivindicações de maior autonomia para o território.

Promulgada em 30 de Junho pelo Presidente chinês Xi Jinping, a nova lei permite punir quatro tipos de crimes contra a segurança do Estado: atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras que ponham em risco a segurança nacional em Hong Kong.

Os crimes contra a segurança nacional passam a ser passíveis de prisão perpétua no território.

A comunidade internacional, com os Estados Unidos e a União Europeia em destaque, além de diversas organizações não-governamentais (ONG), expressaram mais de uma vez o receio de que a lei sirva para silenciar vozes críticas em Hong Kong, após um ano de protestos que levaram a nove mil detenções na antiga colónia britânica.

Hong Kong regressou à China em 1997 sob um acordo que garantia ao território 50 anos de autonomia e liberdades desconhecidas no resto do país, ao abrigo do princípio “Um país, dois sistemas”.

Assim como acontece com Macau desde 1999, para Hong Kong foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial, com o governo central chinês a ser responsável pelas relações externas e defesa.

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