Pequim pede a Brasília para suspender exportações de empresas com casos Covid-19 - Plataforma Media

Pequim pede a Brasília para suspender exportações de empresas com casos Covid-19

A China espera que o Brasil suspenda automaticamente todas as exportações de empresas afetadas pelos casos do Covid-19. O alerta foi deixado pela autoridade de saúde chinesa aos homólogos brasileiros, que o transmitiram ao setor privado.

O alerta enviado pela embaixada do Brasil em Pequim ao setor privado destaca o risco de que em caso de incumprimento da suspensão automática por razões de saúde, as exportações de carne do país fiquem sujeitas a barreiras impostas pela China.

Segundo a carta, datada do passado dia 17 e citada pela imprensa brasileira, após novos casos da Covid-19 num mercado de alimentos em Pequim, as autoridades locais “estão a adotar medidas preventivas que podem afetar as exportações brasileiras de produtos à base de carne para o mercado chinês” .

Segundo a embaixada, pesquisadores do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CPCD) chinês anunciaram que o vírus identificado no peixe importado “poderia ter sido contaminado durante a captura ou o transporte”.

“Como medida preventiva, a Secretaria Municipal de Regulação do Mercado anunciou que fortalecerá a inspeção de alimentos frescos e carnes congeladas. Vários municípios chineses determinaram já a suspensão da importação e comercialização de peixe e carne vindos do exterior”, diz a nota.

Empresários brasileiros esclareceram que “grandes empresas importadoras foram instruídas pelas autoridades governamentais a realizar testes de ácido nucleico em amostras de carne importada, durante o processo de desalfandegamento”.

“Devido a custos e incertezas, alguns importadores suspenderam as compras e solicitaram que as cargas já contratadas não fossem embarcadas”, informou a embaixada.

“Dependendo dos resultados da investigação sobre a fonte de contaminação no mercado de alimentos de Pequim, as autoridades chinesas podem eventualmente impor restrições à importação de produtos à base de carne brasileiros e / ou solicitar mais informações sobre as medidas preventivas adotadas pelos matadouros para evitar a contaminação dos alimentos a serem exportados ”, completa a nota da diplomacia brasileira.

Segundo o presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Charles Tang, estas são apenas medidas preventivas para combater o novo coronavírus. “Logicamente, a China tem uma preocupação com uma segunda onda (Covid-19), que começou num mercado de alimentos frescos. As autoridades chinesas querem que o exportador faça uma declaração a assumir a responsabilidade pela não – contaminação de produtos exportados ”, afirmou.

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