Wall Street sem rumo dividida entre otimismo e preocupação - Plataforma Media

Wall Street sem rumo dividida entre otimismo e preocupação

A bolsa nova-iorquina fechou hoje sem sentido definido, com os investidores divididos entre os sinais de reanimação económica e as incertezas sobre o futuro.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,65%, para os 26.119,13 pontos, depois de três fechos consecutivos em alta.

O alargado S&P500 também fechou em baixa, de 0,36%, para as 3.113,49 unidades.

Ao contrário, o tecnológico Nasdaq progrediu 0,15%, para os 9.910,53 pontos.

Apesar da sua forte subida nas sessões mais recentes, a praça nova-iorquina continua marcada por “um nível elevado de volatilidade, onde a menor informação é percebida como uma oportunidade de evoluir rapidamente em um sentido ou outro”, descreveu J. J. Kinahan, responsável da estratégia para os mercados na TD Ameritrade.

Vários observadores do mercado bolsista consideraram que as afirmações do conhecido investidor britânico Jeremy Grantham, na estação televisiva de informação financeira CNBC, tinham influenciado a evolução dos índices nova-iorquinos no final da sessão.

Grantham, que tinha previsto a crise financeira de 2008, estimou que a recuperação da bolsa nova-iorquina depois da sua derrocada de março, e enquanto a pandemia do novo coronavirus prossegue, era uma bolha que arrisca explodir a qualquer momento.

Entre os acontecimentos que retiveram a atenção dos investidores esteve a audição do presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, pelo segundo dia no congresso dos EUA.

O presidente da Fed tornou a garantir que a instituição bancária fará tudo o que puder para contribuir para a recuperação da economia norte-americana.

Em particular, voltou a abordar a decisão da Fed comprar dívida obrigacionista das empresas, garantindo que se tratava de um melhor instrumento para injetar liquidez no mercado do que a compra de títulos obrigacionistas disponibilizados por fundos, que evoluem de maneira passiva.

Na frente dos indicadores, a construção das casas nos EUA voltou a crescer (4,3%) em maio, segundo as estatísticas do Departamento do Comércio, divulgadas hoje.

Contudo, permaneceu bem abaixo do nível anterior ao da crise da pandemia.

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