China contra-ataca e acusa os EUA da propaganda

por Guilherme Rego
Plataforma/Xinhua

A China refutou, na quarta-feira, um relatório do instituto australiano – ASPI – que refere a política estratégica do país comunista. O instituto alega que a China está a recolher informação através de “milhares” de organizações, afetando as comunidades chinesas no exterior, elites estrangeiras e a promover interesses chineses.

Das milhares de organizações citadas pelo instituto, surge a GTCOM, uma subsidiária do Governo chinês que armazena por dia 10 terabytes de informação em todo o mundo. Isto é o equivalente a 5 biliões de palavras e 20 mil milhões de fotos de Facebook. A empresa intitula-se “líder mundial em big data e inteligência artificial”.

A porta-voz do Governo Chinês, Hua Chunying, disse numa conferência de imprensa que o instituto tem recebido apoio financeiro do governo norte-americano e traficantes de armas dos Estados Unidos. É entusiasta de inventar e propagar tópicos anti-China.

“A credibilidade académica do instituto é muito questionável”, disse Hua, acrescentando que o instituto também inventou um relatório absurdo relacionado ao assunto de Xinjiang.

“A China insiste em desenvolver relações com outros países com base nos princípios de respeito mútuo e não interferência nos assuntos internos um do outro”, disse Hua.

“Interferir nos assuntos internos de outros países nunca é parte da diplomacia da China, nem o que nós destacamos. Esperamos que as forças externas parem de tentar discutir sobre isso”, acrescentou.

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