O manifesto internacional denuncia o presidente brasileiro como “genocida do seu povo, o mais criminoso dos chefes de Estado e um perigo à saúde mundial”, é dirigida “a todos aqueles e aquelas que defendem a humanidade para além das fronteiras”.
Uma carta aberta intitulada “Jair Bolsonaro é uma ameaça ao Brasil e à saúde mundial” circula na internet para recolher assinaturas um pouco por todo o mundo. Trata-se de um iniciativa da Bancada Federal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e já tem como signatários ativistas, dirigentes políticos e sindicais, jornalistas e intelectuais. Conta, até ao momento, com quase 800 assinaturas.
“A crise sanitária e económica que sofre povo brasileiro, a tragédia de ser hoje o segundo país do mundo em número de mortes por coronavírus e o epicentro da pandemia na América Latina, não se deve a nenhuma “fatalidade natural”. É o produto de uma política deliberada do seu Governo, do Presidente da República: Jair Bolsonaro”, pode ler-se na missiva que acusa o Chefe de Estado de “negacionista e autoritário”.
Para o PSOL, Bolsonaro aproveita toda a situação “para fechar cada vez mais os espaços democráticos, aumentar o desmatamento da Amazônia, invadir e ameaçar as nações indígenas e deixá-las expostas ao vírus, atacar a educação, a cultura e a ciência, cortando os recursos necessários para a sua manutenção e desenvolvimento”.
As acusações levantadas pelos socialistas são várias. “A cada declaração e ação, Bolsonaro se isola política e institucionalmente, o que faz com que recrudesça sua base de extrema-direita e vá ainda mais em uma direção autoritária, contra a democracia e a Constituição brasileiras”.
O PSOL lembra ainda o editorial publicado a 7 de maio pela revista científica The Lancet que afirma que “talvez a maior ameaça à resposta à Covid-19 no Brasil seja o seu presidente Jair Bolsonaro”.