Abril. Manhã de Domingo de Páscoa. O movimento à porta da Sé Catedral, no centro da cidade de Macau, é diferente para o que é habitual neste dia. A pandemia do novo coronavírus assim obriga. Não há celebrações católicas à porta aberta. A TDM encarrega-se de a transmitir na televisão, e dessa forma chega à casa dos crentes.
No Largo da Sé algumas pessoas aguardavam a comunhão da missa anterior, dada em chinês. No lado de dentro do portão de ferro do Paço Episcopal, montado à pressa, está um confessionário. O padre Daniel Ribeiro espera pelos crentes que pretendem a remissão dos seus pecados.
O PLATAFORMA foi autorizado pelo Episcopado de Macau a fotografar a Missa de Páscoa em português. Entrámos na catedral, vazia.
Durante a missa, que durou cerca de 45 minutos, não estavam mais de 30 pessoas, todas elas essenciais à celebração. Um padre, cinco acólitos, um organista, um coro com cerca de 10 elementos, três leitores, dois operadores de câmara, três pessoas na régie da transmissão televisiva, outras duas na sacristia e três seguranças, além de nós. Seguiu o ritual, com todos os intervenientes sempre de máscara cirúrgica na face.
O novo normal apenas trouxe uma diferença à celebração: a eucaristia faz-se fora do decurso normal da celebração, já depois de finda a missa, no átrio da igreja, com a entrada das pessoas a fazer-se à vez, controlada por seguranças.
A fotorreportagem que agora está a visualizar mostra alguns dos momentos da celebração da Missa da Páscoa de 2020, durante a pandemia mundial de SARS-CoV-2.
GONÇALO LOBO PINHEIRO 17.04.2020