A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a Rússia e outros países externos ao cartel petrolífero, reunidos em videoconferência nesta quinta-feira, chegaram a acordo para reduzir a produção em dez milhões de barris por dia, disseram delegados citados pelas agências.
Aqueles delegados enfatizaram o facto de a Rússia ter concordado em fazer cortes profundos.
Os preços do petróleo subiram de imediato, cotando-se a em Londres a 33,37 dólares o barril.
Os cortes acordados equivalem, segundo os especilistas, a apenas a 1/3 da queda da procura, estimado em 35 milhões de barris por dia.
Não está claro se o acordo provisório depende dos EUA, que terão aceitado participar em negociações para a redução da produção nesta sexta-feira.
Um acordo da OPEP+ (isto é, Rússia e outros países terceiros) e os EUA é considerado crucial para reavivar os preços que atingiram o nível mais baixo em 18 anos.
Não apenas os produtores de petróleo, mas economias inteiras dependentes de petróleo necessitam que o mercado recupere para equilibrar os seus orçamentos.
As negociações do Grupo das 20 nesta sexta-feira fornecerão o fórum para o presidente dos EUA, Donald Trump, responder ao acordo da OPEP+.
O Kremlin insistiu que os EUA devem fazer mais do que apenas permitir que as forças do mercado reduzam o atual nível de produção recorde.