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Macau como “plataforma” na Faixa e Rota

O Governo central pediu, Macau quer cumprir. Uma cimeira com algumas das principais estatais chinesas e empresas da região e da lusofonia serviu para promover parcerias.

Na nova era da construção da iniciativa Uma Faixa, Uma Rota, dá-se um “processo acelerado” da construção de Macau como intermediária, afirmou o Chefe do Executivo, Chui Sai On, no arranque da primeira edição da “Cimeira sobre a Construção da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa de Macau, apoiada pelas Empresas Estatais Centrais”.

Segundo o Chefe do Executivo, este evento “proporciona uma nova plataforma que permite uma ligação mais estreita entre as empresas estatais centrais, as empresas de Macau e as empresas dos países de língua portuguesa”. E surge na sequência das “orientações transmitidas pelo Governo Central”.

Realçando que “estão a ser desenvolvidos os diversos trabalhos programados para a construção da plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, o Chefe do Executivo destacou que há ainda espaço “para promover a complementaridade e a cooperação entre as empresas estatais centrais, o Governo da RAEM e os diversos setores”.

Por seu turno, o secretário do Comité do Partido Comunista da Comissão de Supervisão e Gestão de Ativos Estatais (SASAC na sigla inglesa) junto do Conselho de Estado realçou o investimento das empresas estatais em Macau. “No ano passado, 25 empresas nacionais estabelecerem cerca de cem agências em Macau”, afirmou Hao Peng, sublinhando que o montante investido rondou os 50 mil milhões de yuans. Os lucros gerados, disse, ascenderam a “cerca de cinco mil milhões”.

Naquele que foi o último discurso oficial da manhã, o secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Jorge Costa Oliveira, manifestou interesse nas “potencialidades de Macau como plataforma de serviços” em todas as áreas. Salientando que é do interesse de Portugal “dar um contributo significativo para que Macau possa desempenhar o papel de ponte efetiva”, o dirigente português referiu que “é importante que se estabeleçam parcerias” entre empresas de Macau, da China e portuguesas.

Além disso, Jorge Costa Oliveira afirmou que a criação de uma plataforma de serviços financeiros em Macau para apoiar o Fórum Macau “é uma enorme oportunidade” — objetivo anunciado na última conferência ministerial, pelo Governo Central —, podendo haver, através desta, por exemplo, o suporte de processos de internacionalização de empresas da China e dos países lusófonos.

No debate que se seguiu aos discursos oficiais, e que contou com representantes de firmas chinesas, portuguesas e de Macau, o economista-chefe da China Railway Construction Group Limited, Zhao Jinhua, referiu que a empresa tem obras no território desde a década de 1980 e que, agora que está em marcha a iniciativa Faixa e Rota, há que procurar “conhecer mais negócios locais” nos diferentes países lusófonos. E afirmou que “todas as empresas têm de melhorar o nível de comunicação com Macau”, para que se possa criar mais ligações aos territórios de expressão portuguesa.

Já Zhu Guangchao, diretor do departamento de cooperação internacional da elétrica State Grid, referiu, a título de exemplo, que há trabalhadores da empresa a estudar português na Universidade de Macau, para que se possam cimentar “ligações aos países de língua portuguesa”. Na cimeira foram assinados vários protocolos entre empresas estatais chinesas, de Macau e dos países lusófonos.

Luciana Leitão

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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