UNIVERSIDADE DE MACAU PREVINE ASSÉDIO SEXUAL - Plataforma Media

UNIVERSIDADE DE MACAU PREVINE ASSÉDIO SEXUAL

 

Com três acusações de assédio sexual em investigação, a U.M. vai elaborar um documento para prevenir o crime.

 

A Universidade de Macau (UM) vai lançar um conjunto de orientações para lidar com assédio sexual, numa altura em que a instituição está a investigar três casos, dois destes denunciados nos últimos três meses.

Em nota às redações, a UM explicou que reviu, no ano passado, as orientações sobre conduta profissional dirigidas ao pessoal académico, mas, tendo em conta “as circunstâncias de Macau”, vai iniciar a elaboração de um documento dirigido especificamente para casos de assédio, tomando como exemplo “as práticas de regiões e países desenvolvidos”.

Este documento será distribuído a todos os alunos e trabalhadores “assim que estiver concluído”, referiu a UM, sem indicar uma data concreta.

A UM apresentou hoje um relatório à comissão permanente do Conselho da Universidade, em que deu conta dos “mais recentes progressos no tratamento dos incidentes de assédio sexual envolvendo membros das suas faculdades”.

Foi garantido que a UM vai “acelerar o processo de investigação, divulgar os resultados das investigações em tempo útil, rever cuidadosamente os mecanismos de investigação disciplinar e evitar conflitos de interesses, de modo a garantir uma investigação justa, imparcial e independente”.

Desde o ano passado que a UM tem sido alvo de crítica devido a vários alegados casos de assédio sexual, motivando protestos por parte de alunos e até, na semana passada, uma declaração do novo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, que pediu que fossem lançadas investigações para um problema que considerou muito importante.

A UM está atualmente a investigar três casos de alegado assédio sexual, dois destes denunciados nos últimos três meses. Segundo a universidade, desde 2008, foram registados quatro casos de assédio sexual, mas apenas um, em que uma aluna se queixou de um professor que terá manifestado “contacto físico inapropriado”, foi concluído, apesar de a UM não revelar os resultados.

 

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