Segundo declarações atribuídas a Mojtaba Khamenei, divulgadas pela televisão estatal iraniana, os “estrangeiros que cometem o mal” não têm lugar na região e acabarão relegados para o “fundo das águas”. O responsável, que não é visto publicamente desde o início da guerra e sobre quem têm circulado relatos de ferimentos graves, adotou um tom particularmente agressivo, coincidindo com o reforço da pressão militar e económica sobre o Irão.
Nas mesmas declarações, Teerão afirmou a intenção de assegurar o controlo da região do Golfo e de travar aquilo que descreve como “abusos do inimigo” no Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Segundo a narrativa oficial iraniana, uma nova gestão do estreito permitiria trazer “calma, progresso e benefícios económicos” aos países da região.
Leia mais: Quem é Mojtaba Khamenei, o filho de Ali Khamenei que assume o poder no Irão
As ameaças surgem num contexto de forte instabilidade internacional, com os Estados Unidos a manterem restrições à circulação do comércio iraniano através do Estreito de Ormuz e com a possibilidade de uma nova escalada militar a ser analisada na Casa Branca. De acordo com informações avançadas por meios internacionais, incluindo o Axios, estão em cima da mesa cenários que incluem novos ataques, o envio limitado de forças terrestres e operações especiais destinadas a apreender material nuclear enriquecido.
O impasse prolonga-se num momento em que os mercados energéticos permanecem sob forte pressão e a comunidade internacional acompanha com preocupação o risco de alargamento do conflito numa região estratégica para o abastecimento global de energia.