TRANSPORTES ESSENCIAIS PARA DESENVOLVIMENTO AFRICANO - Plataforma Media

TRANSPORTES ESSENCIAIS PARA DESENVOLVIMENTO AFRICANO

 

O renascimento africano pode ocorrer à boleia de modernas redes de transportes, defenderam representantes de países lusófonos.

 

Representantes de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola reconheceram a necessidade de apostarem numa melhor rede de transportes para o desenvolvimento territorial e crescimento económico dos seus países.

Na sessão de abertura da conferência “Sistemas Inteligentes Aplicados à Logística e aos Transportes”, que decorreu esta semana no Estoril, o secretário de Estado dos Transportes da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, afirmou que o governo está empenhado no desenvolvimento deste setor.

“Os sistemas inteligentes da logística e transportes estão numa fase embrionária na Guiné-Bissau, mas não obstante os obstáculos, os primeiros passos já têm sido dados e o Governo está determinado em mudar o rumo das coisas para a Guiné sair deste lamaçal em que se encontra”, afirmou. O governante guineense mostrou ainda disponibilidade do país em receber projetos-piloto no país no setor dos transportes.

Também o representante do Ministério das Infraestruturas e Economia Marítima de Cabo Verde, Anastácio Oliveira e Silva, sublinhou o “papel fundamental” dos sistemas de transportes e logística na consolidação nacional. “O desenvolvimento da nação está fortemente dependente da rede de transportes e, por isso, é um objetivo do nosso Governo promover o desenvolvimento da rede de portos e aeroportos para melhores relações entre ilhas”, sustentou.

Além disso, acrescentou, o Governo cabo-verdiano está empenhado em implementar uma plataforma logística com uma rede rodoviária moderna. “É intenção do Governo continuar a trabalhar com os nossos parceiros para melhorar a eficiência dos sistemas de transportes e logística para a coesão territorial e para a competitividade económica”, concluiu.

De igual forma, o embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, recordou os investimentos que têm sido feitos na rede de transportes angolanos, fruto do “renascimento” do país.

“Angola está numa fase de renascimento e tem feito uma aposta muito forte na diversificação da economia e é impossível que isso aconteça sem ter como prioridade os transportes”, afirmou.

 

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