Início » FALTA DE ÁGUA LIMITA DESENVOLVIMENTO DO GÁS DE XISTO NA CHINA

FALTA DE ÁGUA LIMITA DESENVOLVIMENTO DO GÁS DE XISTO NA CHINA

 

Se todo o gás de xisto do mundo teroricamente recuperável pudesse ser desenvolvido, a nossa oferta de gás natural aumentaria 47%, o que permitiria reduzir as emissões de gases de efeito estufa e os preços da energia, segundo estimativas do World Resources Institute (WRI), sedeado em Washington.

O problema é que o processo de extração de gás de xisto, designado como fraturação hidráulica ou “fracking”, requer 25 milhões de litros de água para cada poço.

O estudo “Desenvolvimento Global do Gás de Xisto: Disponibilidade de Água e Riscos do Negócio”, divulgado recentemente pelo WRI, revela que cerca de 38% das reservas mundiais de gás de xisto e de petróleo estão em regiões que sofrem de escassez de água, o que significa que a sua extração será difícil de levar a cabo e implicará elevados custos, ou seja, tem associados riscos económicos e ambientais.

A China é o exemplo mais marcante desta realidade, tratando-se do país com as maiores reservas do mundo de gás de xisto, mas também de um dos locais do planeta com maiores problemas de escassez de água. De acordo com o WRI, 61% das reservas de gás de xisto da China encontram-se precisamente em regiões áridas. O país cortou inclusive recentemente as suas perspetivas de desenvolvimento de gás de xisto até 2020.

O Brasil, a Austrália e a Rússia são os que têm os maiores depósitos de gás de xisto e também disponibilidade suficiente de água. Já a Argentina, que tem as segundas maiores reservas do mundo, em termos de volume, depois da China, tem uma escassez de água baixa a média e a maior parte dos depósitos na Índia, que enfrenta uma crescente procura de energia, estão localizados em regiões que sofrem de escassez de água, revelam os dados do WRI.

O mesmo relatório aponta que cerca de 386 milhões de pessoas em todo o mundo vivem em áreas identificadas como tendo potencial para a extração de xisto, no entanto, a disponibilização de água para essas regiões afetaria as economias locais e o ambiente. Cerca de 40% da água atualmente usada nessas áreas vai para a agricultura, outros 40% para a indústria e um quinto para os agregados familiares.

 

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website