PAGAMENTOS POR TELEMÓVEL NA FORJA - Plataforma Media

PAGAMENTOS POR TELEMÓVEL NA FORJA

 

Angola vai avançar este ano com um projeto para permitir pagamentos bancários móveis, anunciou hoje o vice-governador do banco central angolano, entidade que coordena este processo.

“Estamos a perspetivar que até ao final do ano haja oportunidade de os pagamentos móveis angolanos saírem ou pelo menos o projeto poder sair”, disse aos jornalistas o vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Ricardo de Abreu. Para a concretização deste projeto, permitindo pagamentos via telemóvel, o responsável classificou como “essencial” uma “base regulamentar sólida”, através da um aviso a publicar pelo BNA.

“A partir daí estão criadas as condições para os operadores poderem, na prática, arrancar. Do ponto de vista das questões operacionais e técnicas, pensamos que temos capacidade interna para, junto dos operadores nacionais, conseguir rapidamente pôr a funcionar isso”, disse, à margem de uma conferência sobre Sistemas de Pagamentos bancários, realizada em Luanda.

A Empresa Interbancária de Serviços, responsável pela gestão da rede angolana de caixas automáticas (multicaixa), anunciou em 2013 aplicação de um sistema de pagamentos por telemóvel, como já acontece com os Terminais de Pagamento Automático (TPA).

Resulta de uma parceria com as operadoras móveis nacionais Unitel e Movicel, sob orientação do BNA, para aumentar este mercado, aproveitando para tal o forte crescimento de utilizadores cobertos pela rede móvel em Angola.

“Múltiplas experiências africanas têm demonstrado o papel determinante que pode ser assumido pelos pagamentos móveis numa estratégia de inclusão financeira, com início no acesso aos serviços de pagamento. O BNA pretende ser catalisador de iniciativas nesta área e é nesse âmbito que foi preparado o referido aviso”, acrescentou Ricardo de Abreu.

A propósito da conferência de hoje, o vice-governador do banco central garante que a instituição pretende desenvolver medidas que garantam que “o sistema de pagamentos angolano não seja um elemento constrangedor do potencial de desenvolvimento da economia nacional”.

“Estão a ser cada vez mais alargados e com a entrada em funcionamento da Bolsa de Valores de Angola obviamente que termos aí outros intervenientes que também estão ligados a estes sistemas de pagamentos”, disse ainda Ricardo de Abreu.

De acordo com dados do BNA, o número de cartões “multicaixa” – designação dos cartões da rede ATM angolana – “válidos” em Angola ascende a 4.171.043.

 

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