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ESTRADA CIRCULAR DE MAPUTO PRONTA NO NATAL

 

Trabalhadores moçambicanos e chineses prestes a concluir via que vai escoar tráfego na capital de Moçambique

 

A Empresa de Desenvolvimento de Maputo – Sul, responsável pela gestão da Ponte Maputo-Katembe e da Estrada Circular de Maputo convidouos jornalistas, para verem no terreno as obras do empreendimento, concebido para descongestionar a entupida circulação na capital moçambicana e arredores. Após o giro, o PCA da companhia, Paulo Fumane, prestou declarações à imprensa, deixando a garantia de que a infraestrutura, orçada em 315 milhões de dólares, estará pronta até dezembro do ano em curso.

Com cerca de 74 km de extensão, a Estrada Circular de Maputo vai ligar as cidades de Maputo e da Matola, atravessando o distrito de Marracuene, palco da maior parte dos trabalhos. “As estradas estarão prontas até dezembro”, faltando apenas as pontes, que “serão concluídas em meados do próximo ano”, afirmou Paulo Fumane. O projecto está dividido em cinco secções, envolvendo estradas, cinco pontes, três das quais sobre caminhos-de-ferro, e três nós.  De acordo com o PCA da Empresa de Desenvolvimento de Maputo-Sul, dos 315 milhões de dólares orçados para o projecto, apenas 40% foram investidos, ou seja, 126 milhões de dólares. Por sua vez, sem revelar o valor disponível, o ambientalista José Marrengula assegurou que a empresa tem dinheiro “suficiente para reassentar todos os afetados”, adiantando que, até ao momento, “já foram indemnizadas cerca de 70% das famílias”, num valor avaliado em 28 milhões de dólares. Falta indemnizar 148 famílias, da secção II 1 (Bairro dos Pescadores-Costa do Sol), numa extensão de dois quilómetros.

 

SECÇÕES

A secção I parte do Hotel Radisson, na Avenida Marginal, até à ponte da Costa do Sol, com uma extensão de 6,30 km. As obras decorrem a um ritmo lento e, segundo o representante do dono da obra, Ismael Sulemane, a morosidade deve-se “à existência de cabos de eletricidade e tubos de água no troço tendo em conta que a zona é urbana”. Sulemane revelou que, até ao momento, foram concluídas e abertos ao trânsito cerca de 1,4 km, mas falta a sinalização. A par de outras secções, a secção I terá um separador central de dois metros, com iluminação, seis rotundas e uma secção transversal de dois metros, para a circulação de motociclos. O trajeto está concebido para uma velocidade máxima de 60 km/ hora. Por se situar ao longo da costa, o troço prevê o melhoramento da proteção costeira, numa extensão de 5,9 km, que está a cargo do Conselho Municipal de Maputo.

Por sua vez, a secção II tem uma extensão de 19,7 km, ligando o Bairro da Costa do Sol ao distrito de Marracuene. A mesma está dividida em duas subsecções. A primeira, designada secção II 1, parte da ponte da Costa do Sol até à rotunda do Chiango, com 7,9 km. Prevendo-se a construção de quatro rotundas e uma ponte sobre um canal de água. Esta é a secção mais atrasada do projeto, não havendo um centímetro sequer asfaltado. Segundo Ismael Sulemane, o problema deve-se ao fato de se tratar de uma zona argilosa, pelo que “era preciso retirar toda a terra argilosa, meter uma terra adequada, de modo a garantir que a obra seja segura e de qualidade”. Outro fator que dita o atraso deste troço prende-se com a falta de espaço para reassentar cerca de 148 famílias que se encontram numa extensão de 2 km.  Entretanto, a segunda sub-secção, que parte da rotunda do Chiango até ao distrito de Marracuene, com 11,8 km de extensão, está avançada em cerca de 3 km já concluídos e abertos ao trânsito. Esta secção terá quatro rotundas e uma ponte sobre os caminhos-de-ferro. A secção III, que liga a rotunda do Chiango ao nó do Zimpeto, com cerca de 10,5 km, está a 57% da conclusão, tendo para já sido concluídos e abertos ao trânsito 5 km. Nesta secção, está prevista a construção de quatro rotundas e uma ponte sobre os caminhos-de ferro, na zona do Albasine.  Porém, os habitantes reclamam o facto de as obras decorrerem antes da sua retirada porque “provocam poeira e tremor de terra”. Pronunciando-se sobre as queixas, o PCA da Maputo-Sul, Paulo Fumane, considera que “os que reclamam, agem de má-fé, porque foram antecipados faltando três meses”. Por seu turno, a secção IV, que liga a vila de Marracuene ao Nó do Zimpeto, numa extensão de 15,5 km, está a 80,6% da sua conclusão, tendo até ao momento sido concluídos e abertos 3 km.  Esta secção é uma ampliação da Estrada Nacional nº1, entre o bairro do Zimpeto e o distrito de Marracuene, não prevendo a construção de rotundas e a iluminação.  A secção V é a última e a mais avançada do projeto. Com uma extensão de 16 km, ligando o nó do Zimpeto ao nó de Tchumene (na Estrada Nacional nº4), o troço está com mais de 12 km concluídos, mas ainda não permitidos ao trânsito. Sem iluminação, o troço contará com quatro rotundas e uma ponte sobre caminhos-de-ferro. Segundo Paulo Fumane, a celeridade deste troço deveu-se ao facto de se tratar de uma zona “pouco habitada e de fácil reassentamento”.

 

PONTES E NÓS ATÉ 2015

A Estrada Circular de Maputo prevê a construção de cinco pontes e três nós. A primeira ponte estará localizada no bairro da Costa do Sol (substituindo a atual), com quatro faixas de rodagem e o arranque das obras está previsto para setembro deste ano.  Das cinco pontes, apenas três começaram a ser erguidas, tendo até agora sido feitas as estacas. Na mesma situação estão os nós de Zimpeto, Marracuene e Tchumene, que só ficam concluídas em 2015.

Até ao momento, apenas o nó de Marracuene avançou, tendo já sido construídas as estacas. De recordar que a ponte Maputo-Katembe, com cerca de 2900 metros, também abarcada no projeto, só será concluída em 36 meses. A mesma está orçada em USD 720 milhões. Estão a trabalhar na construção da Estrada Circular de Maputo 1.160 trabalhadores, dos quais 1000 moçambicanos e 160 chineses, divididos em duas equipas e dois turnos.

 

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