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Portugal “should abandon extradition pact” with Hong Kong, warns exiled activist

TSF

O ativista afirma estar disponível para falar perante a Assembleia da República, mesmo correndo o risco de Hong Kong apresentar um pedido de extradição ao Governo português.

Finn Lau Cho-dik, um dos oito ativistas pró-democracia pelos quais a polícia de Hong Kong ofereceu uma recompensa monetária, disse esta terça-feira à Lusa que Portugal deve suspender o acordo de extradição com a região chinesa.

Portugal “deveria abandonar o pacto de extradição e simplesmente seguir os outros países da União Europeia (UE)”, disse Lau, recordando que em 2020 a Irlanda, a Finlândia, a Alemanha e os Países Baixos anunciaram a suspensão de todo e qualquer acordo de assistência judicial com Hong Kong.

O anúncio foi feito praticamente em simultâneo com o Reino Unido, os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, algo que o ativista diz ter sido “para minimizar a reação das autoridades da China e de Hong Kong”.

Lau sublinhou que Portugal e a República Checa, os únicos dois países da UE que ainda têm acordos de extradição em vigor com Hong Kong, poderiam fazer o mesmo e “trabalhar de forma conjunta”.

Em 2022, Lau foi um dos ativistas pró-democracia convidados para falar no parlamento de Praga sobre a eventual suspensão do pacto de extradição com Hong Kong.

“Creio que na República Checa há pelo menos um certo impulso nessa direção”, acrescentou.

O ativista disse estar disponível para falar também perante a Assembleia da República, mesmo correndo o risco de Hong Kong apresentar um pedido de extradição ao Governo português.

Em dezembro, a Assembleia da República chumbou, pela terceira vez em três anos, uma recomendação proposta pela Iniciativa Liberal para que o Governo português suspendesse os acordos de extradição com China e Hong Kong.

Na segunda-feira, a polícia da região chinesa prometeu recompensas até um milhão de dólares de Hong Kong (mais de 117 mil euros) por informações que levem à detenção de oito ex-advogados e ativistas pró-democracia, incluindo Finn Lau.

“Isso nunca me impedirá de continuar a defender a democracia e os direitos humanos”, garantiu o ativista. Ainda assim, sublinhou que o anúncio de Hong Kong “aumenta o risco de sequestro e outras formas de violência física”.

Lau recordou que, em setembro, o grupo de defesa dos direitos humanos Safeguard Defenders acusou a China de manter 54 esquadras de polícia clandestinas no estrangeiro, incluindo três em Portugal (Lisboa, Porto e Madeira).

Em 30 de maio, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, disse no parlamento que Lisboa recebeu garantias de que a China não apoiaria alegadas esquadras chinesas secretas em Portugal.

Os oito pró-democratas, agora a viver em países como Canadá, Austrália, Reino Unido e Estados Unidos, estão sob investigação pela polícia de Hong Kong por casos de “conluio com forças estrangeiras”.

Os ativistas, advogados, antigos deputados e sindicalistas deixaram Hong Kong depois de Pequim ter imposto a lei de segurança nacional no território, em 2020, na sequência dos protestos antigovernamentais ocorridos um ano antes.

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