O cantor e compositor Luís Represas morreu esta quarta-feira (22), aos 69 anos, vítima de doença prolongada, confirmou a agência que o representava, Sons em Trânsito. Com uma carreira de cinco décadas, repartida entre os Trovante e o percurso a solo, deixa um legado que marcou várias gerações da música portuguesa.
A notícia foi avançada pelo Notícias ao Minuto e confirmada pela SIC Notícias junto da agência A-MA Agenciamento de Espectáculos.
Luís Represas foi um dos fundadores dos Trovante, em 1976, juntamente com João Gil e Manuel Faria. O grupo tornou-se uma das principais referências da música portuguesa nas décadas de 1970 e 1980, com temas como 125 Azul, Perdidamente, Balada das Sete Saias, Timor, Saudade e Fizeram os Dias Assim.
A banda terminou a actividade regular em 1990, ano em que editou o último álbum de originais, Um Destes Dias. Ao longo dos anos seguintes, os Trovante voltaram a reunir-se em ocasiões especiais, incluindo concertos realizados em Lisboa e no Porto no ano passado.
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Após o fim da banda, Luís Represas construiu uma carreira a solo de grande projeção, assinando alguns dos seus maiores êxitos, entre os quais Feiticeira e Da Próxima Vez. Em 2026 assinalou os 50 anos de carreira, celebrando o percurso artístico iniciado com os Trovante e consolidado enquanto cantor e compositor.
Em março participou nos concertos de reunião da banda no MEO Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, tendo já espetáculos agendados para abril de 2027 nos Coliseus de Lisboa e do Porto.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado português com a Ordem do Mérito, no grau de Comendador, em reconhecimento pelo contributo para a cultura portuguesa.
A morte do músico motivou reações de figuras públicas. Numa mensagem publicada na rede social X, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que Luís Represas foi “uma das nossas maiores referências musicais” e considerou que a sua morte representa “uma perda para o país e para a nossa cultura”.
O chefe do Governo acrescentou que o legado do artista “permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de ‘sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente'”, apresentando condolências à família, amigos e admiradores do músico.