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Kremlin defende teste de míssil da China. O que revela o apoio de Moscovo

O Kremlin defendeu o teste de um míssil balístico lançado pela China para o Pacífico e rejeitou que Pequim represente uma ameaça para a região. A posição surge no mesmo dia em que arrancaram exercícios navais conjuntos entre os dois países, criticados por vários Estados da Ásia-Pacífico

Lusa

O Kremlin defendeu o teste de um míssil, sem carga nuclear, realizado pela China, principal aliado de Moscovo, no oceano Pacífico, e criticado por vários países da região.

“É um direito soberano da China testar os seus mísseis (…). A China não ameaça ninguém no mundo”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em resposta a uma pergunta da AFP, durante a conferência de imprensa diária.

A Austrália classificou o lançamento como “desestabilizador para a região”, por ter ocorrido poucas horas depois da assinatura de um importante tratado de defesa entre a Austrália e as ilhas Fiji.

Peskov garantiu ainda que os exercícios navais anuais iniciados pelas marinhas chinesa e russa, ao largo de Qingdao, importante porto militar e estância balnear no leste da China, não representam uma ameaça para “qualquer Estado da região”.

Leia também: China testa míssil balístico lançado de submarino. Porque preocupa os países do Pacífico

A China realizou esta segunda-feira (6) um teste com um míssil balístico estratégico lançado de um submarino nuclear para águas do Pacífico, numa operação que Pequim classificou como rotineira, mas que motivou críticas do Japão, Austrália e Nova Zelândia.

O míssil, equipado com uma ogiva simulada de treino, foi lançado às 12:01 locais (05:01 em Lisboa) e atingiu com precisão a zona marítima prevista, informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua.

O ensaio integrou o plano anual de treino das Forças Armadas chinesas, foi previamente comunicado aos países relevantes e “não está dirigido contra nenhum país nem alvo específico”, acrescentando que decorreu em conformidade com o direito e as práticas internacionais, segundo a agência estatal.

A Xinhua indicou apenas que o lançamento foi efetuado por um submarino nuclear estratégico da Marinha do Exército de Libertação Popular para “águas internacionais relevantes” do Pacífico, sem revelar o tipo de míssil, a classe do submarino ou o local exato do impacto.

Trata-se do primeiro teste conhecido de um míssil lançado de um submarino chinês desde 1982 e do primeiro realizado a partir de um submarino de propulsão nuclear, segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post.

O ensaio ocorre ainda após o agravamento das relações entre Pequim e Tóquio, marcado por novas restrições chinesas à exportação de produtos de dupla utilização para entidades japonesas e por protestos do Japão devido à presença de navios chineses junto da ilha de Yonaguni, a cerca de 150 quilómetros de Taiwan.

O teste coincide ainda com os preparativos para novos exercícios navais conjuntos entre a China e a Rússia, previstos para decorrer este mês em águas e espaço aéreo chineses, seguidos de patrulhas marítimas conjuntas em zonas do Pacífico.

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