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Xi Jinping liga estabilidade de Hong Kong e Macau ao rejuvenescimento da China. O que revela o discurso sobre as prioridades de Pequim

Xi Jinping afirmou que a estabilidade e prosperidade de Hong Kong e Macau são essenciais para o desenvolvimento nacional da China. O discurso voltou a colocar a reunificação com Taiwan e a preparação para um contexto internacional mais incerto entre as prioridades do Partido Comunista

Plataforma com Xinhua

O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou esta quarta-feira (1) que a promoção da prosperidade e da estabilidade de longo prazo em Hong Kong e Macau é essencial para a concretização do “grande rejuvenescimento da nação chinesa”.

Num discurso em Pequim, por ocasião do 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China (PCC), o líder chinês voltou também a sublinhar que a reunificação de Taiwan com a China continental continua a ser uma missão histórica e um compromisso inabalável do Partido.

Falando na cerimónia comemorativa do aniversário do PCC, Xi classificou os 105 anos de história do partido como “a epopeia mais magnífica da nação chinesa”, defendendo que o PCC deve continuar a liderar o país rumo à construção de um Estado socialista moderno até meados do século.

Sobre Taiwan, o também secretário-geral do Partido Comunista reiterou que a reunificação nacional representa uma missão histórica e prometeu adotar medidas firmes contra os movimentos independentistas e contra aquilo que classificou como interferências externas.

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No discurso, Xi apelou aos cerca de 101 milhões de membros do PCC para que mantenham uma convicção política firme, respeitem a linha política do partido e reforcem a ligação à população. Defendeu igualmente que o partido deve estar preparado para enfrentar riscos e desafios num contexto internacional marcado por crescente instabilidade.

“O desenvolvimento da China entrou numa fase em que as oportunidades estratégicas coexistem com riscos e desafios, enquanto aumentam os fatores de incerteza e imprevisibilidade”, afirmou, alertando para a necessidade de o país estar preparado para enfrentar “ventos fortes, ondas revoltas e até tempestades violentas”.

O líder chinês voltou também a defender a construção de uma “comunidade com um futuro partilhado para a humanidade”, conceito que tem sido um dos pilares da política externa chinesa, e insistiu na necessidade de aprofundar a governação rigorosa do Partido Comunista e de prosseguir o combate à corrupção.

“É imperativo que todos os membros do partido nunca esqueçam a aspiração original e a missão fundadora, mantendo a humildade, a prudência e a capacidade de continuar a lutar”, afirmou.

Durante a cerimónia, realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, Xi Jinping entregou ainda a Medalha de 1 de Julho, a mais elevada distinção atribuída pelo Partido Comunista da China, a vários membros considerados exemplares pelo seu contributo para a organização.

Fundado em 1921 com pouco mais de meia centena de membros, o Partido Comunista da China conta atualmente com cerca de 101,3 milhões de filiados e mais de 5,43 milhões de organizações de base.

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