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Residentes de Macau aumentam investimento em títulos de Portugal e Brasil em 2025

Os residentes de Macau reforçaram em 2025 a aposta em títulos emitidos por entidades de Portugal e do Brasil, num aumento de 12.1% face ao ano anterior. Os dados da AMCM mostram também uma expansão geral da carteira externa, com maior peso da Ásia, dos Estados Unidos e da Europa

Lusa - Macau

Os investimentos dos residentes de Macau em títulos emitidos por entidades em Portugal e no Brasil aumentaram 12.1% em 2025, para 1,1 mil milhões de patacas (116,5 milhões de euros)

No conjunto, os investimentos externos dos residentes de Macau – incluindo indivíduos, Governo e outras entidades, mas excluindo as reservas cambiais da Região Administrativa Especial – atingiram 1,3 biliões de patacas (148,1 mil milhões de euros) no final de 2025, mais 6.3% face a junho e 16.1% em relação ao final de 2024, segundo dados da Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

Entre os componentes da carteira, os títulos representativos de capital somaram 354,8 mil milhões de patacas (37,6 mil milhões de euros), as obrigações a longo prazo 871,3 mil milhões (92,3 mil milhões de euros) e as obrigações a curto prazo 171,9 mil milhões (18,2 mil milhões de euros), traduzindo aumentos de 12,1%, 16.1% e 25,4%, respetivamente, face a 2024.

A região asiática manteve a maior fatia da carteira (42.3%), seguida pela América do Norte (24,6%), Europa (16.6%), Atlântico Norte e Caraíbas (10.6%) e Oceânia (2.3%).

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O investimento em títulos emitidos por entidades do interior da China representou 25% do total (349,5 mil milhões de patacas; 37,0 mil milhões de euros), enquanto a quota de Hong Kong aumentou para 10.1% (141,2 mil milhões; 14,9 mil milhões de euros).

Nos Estados Unidos, os investimentos dos residentes de Macau em títulos atingiram 318,1 mil milhões de patacas (33,7 mil milhões de euros), correspondendo a 22.8% da carteira externa.

Na Europa, o valor de mercado foi de 231,5 mil milhões de patacas (24,5 mil milhões de euros), com maior peso na Irlanda (6,9 mil milhões de euros), Luxemburgo (4,9 mil milhões de euros) e Reino Unido (4,7 mil milhões de euros).

No Atlântico Norte e Caraíbas, os investimentos alcançaram 147,7 mil milhões de patacas (15,6 mil milhões de euros), destacando-se as Ilhas Virgens Britânicas (7,6 mil milhões de euros) e as Ilhas Caimão (7,6 mil milhões de euros).

Já nos países integrados na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” (excluindo a China), os investimentos somaram 127,8 mil milhões de patacas (13,6 mil milhões de euros), representando 9.1% da carteira externa.

“Uma Faixa, Uma Rota” é um megaprojeto global de infraestrutura e comércio lançado pela China em 2013, que procura desenvolver as ligações económicas e políticas do país com outros mercados na Ásia, África e Europa.

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