Os dados, recolhidos através de satélites da Agência Espacial Europeia e analisados por investigadores da Universidade Estadual do Oregon, indicam uma mudança abrupta na superfície urbana entre 24 e 25 de junho, imediatamente após os abalos de magnitude 7,2 e 7,5.
Os especialistas sublinham, no entanto, que se trata de uma avaliação preliminar, ainda não validada no terreno, devendo ser interpretada como um indicador da extensão potencial da destruição e não como um número definitivo.
No terreno, a resposta internacional intensificou-se. De acordo com a ONU, estão a ser coordenados mais de 2.000 socorristas provenientes de 27 países, envolvidos nas operações de busca por sobreviventes entre os escombros.
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O coordenador humanitário das Nações Unidas para a Venezuela, Gianluca Rampolla, explicou em conferência de imprensa que, apesar de já terem passado as primeiras 72 horas — período crítico para o resgate de sobreviventes —, a prioridade continua a ser salvar vidas.
“Estamos a coordenar esforços para prestar assistência médica de emergência, abrigo, ajuda alimentar, água e saneamento, apoio logístico”, afirmou.
Perante a dimensão da tragédia, a ONU anunciou também o envio de 10 mil sacos mortuários para o país, sublinhando que a medida integra o reforço da resposta humanitária. Rampolla afirmou, no entanto, esperar que o número final de vítimas possa ser inferior ao material disponibilizado. “Não vou começar a especular sobre números que o Governo não anunciou oficialmente”, disse o responsável.