Em 2024 e 2025, 608 reclusos do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), a maior prisão do país, viram-se impossibilitados de comparecer a consultas ou exames marcados “no exterior”. Motivo, a ausência de escolta disponível.
A informação consta de uma das quatro respostas que o ministério da Justiça endereçou ao deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, na sequência de cinco requerimentos sobre as condições do sistema prisional que o parlamentar apresentou desde 11 de maio. O documento em causa, datado de 23 de junho, contém um quadro com o número de faltas por cada mês. O pior é outubro de 2025, com 46 agendamentos gorados; nesse ano, de resto, verificou-se um aumento de quase 30% nas consultas e exames falhados face ao anterior (de 265 faltas para 343).