Apesar de o recente sismo na Venezuela não ocorrer exatamente no epicentro mais ativo do Pacífico, especialistas destacam que o país está próximo de importantes falhas tectónicas, o que o torna vulnerável a abalos fortes e inesperados.
O que é o Círculo de Fogo do Pacífico?
O Círculo de Fogo é uma enorme área em forma de ferradura que contorna o Oceano Pacífico, com cerca de 40 mil quilómetros de extensão. A região liga a América do Sul, América do Norte, Ásia e Oceania, passando por países como Chile, Estados Unidos, Japão, Rússia, Indonésia e Nova Zelândia.
Segundo dados geológicos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), esta faixa concentra cerca de 90% de todos os terremotos do planeta e aproximadamente 75% dos vulcões ativos da Terra, sendo considerada a zona mais instável do globo.
Porque é tão instável?
A origem da intensa atividade sísmica está no movimento constante das placas tectónicas, grandes blocos que compõem a crosta terrestre. No Círculo de Fogo, estas placas colidem, afastam-se ou deslizam lateralmente, gerando fricção acumulada que é libertada sob a forma de terramotos.
Um dos processos mais importantes é a subducção, quando uma placa mergulha sob outra, formando fossas oceânicas profundas e alimentando a atividade vulcânica. Este mecanismo está presente em zonas como os Andes, no Japão e no Alasca.
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Estados Unidos, Japão e Rússia: zonas críticas do anel sísmico
Na costa oeste dos EUA, a famosa Falha de San Andreas é um dos pontos mais conhecidos do sistema tectónico do Círculo de Fogo, responsável por terremotos históricos como o de San Francisco em 1906.
No Japão, a constante interação entre placas torna o país um dos mais afetados do mundo por sismos, incluindo eventos recentes sentidos na região de Iwate. Já na Rússia, a Península de Kamchatka continua a registar atividade sísmica frequente, com vários abalos recentes de magnitude moderada a forte.
Uma ameaça permanente
O Círculo de Fogo não é um fenómeno isolado, mas sim um sistema dinâmico que está em constante movimento. A interação entre placas tectónicas faz com que sismos e erupções vulcânicas sejam inevitáveis ao longo do tempo.
Embora a tecnologia de alerta precoce tenha melhorado a resposta a estes eventos, os especialistas alertam que a principal forma de reduzir vítimas continua a ser o investimento em construção segura e preparação das populações.