As cidades próximas da capital Caracas foram duramente atingidas, com relatos de prédios inteiros reduzidos a escombros, hospitais sobrecarregados e milhares de pessoas a dormir nas ruas com medo de novas réplicas. O aeroporto internacional de Maiquetía foi parcialmente encerrado após danos estruturais graves, enquanto várias regiões ficaram sem eletricidade e comunicações.
Segundo autoridades venezuelanas, já foram confirmadas dezenas de mortes e centenas de feridos, mas o número real de vítimas ainda é uma incógnita. Equipas de resgate continuam a remover destroços numa corrida contra o tempo, numa altura em que muitas pessoas permanecem desaparecidas sob os escombros.
O alerta mais alarmante veio dos Estados Unidos: o Serviço Geológico norte-americano (USGS) estima que, com base na intensidade do sismo e na vulnerabilidade das construções, o número de mortos pode vir a situar-se entre 10 mil e 100 mil vítimas, uma previsão que lançou o mundo em choque e aumentou o receio de uma catástrofe humanitária de proporções históricas.
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As autoridades norte-americanas já ativaram equipas de emergência e assistência internacional, enquanto organizações humanitárias alertam para o risco de colapso total dos sistemas de saúde e socorro no país.
Entretanto, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e apelou à calma da população, mas o cenário no terreno continua crítico, com relatos de saque, desespero e comunidades inteiras isoladas.
À medida que as horas passam, cresce o receio de que o verdadeiro balanço desta tragédia possa ser muito superior ao inicialmente estimado — e que a Venezuela esteja perante um dos desastres naturais mais mortais do século.