Em comunicado, o MP esclareceu que entre os arguidos em prisão preventiva estão um guarda da Polícia de Segurança Pública (PSP), um chefe de divisão e um segundo-comandante, de 60 anos, de apelido Leong. De acordo com o portal Macau News Agency, trata-se de Leong Heng Hong, que exercia desde 2019 o cargo de segundo-comandante da PSP, a segunda posição mais elevada da hierarquia da corporação.
A medida de coacção mais gravosa foi aplicada pelo Juízo de Instrução Criminal atendendo à “gravidade da criminalidade organizada” e ao risco de fuga dos arguidos, “com o objectivo de se eximirem à responsabilidade criminal”, refere o comunicado do MP.
O juiz considerou existirem “fortes indícios da prática de crimes”, nomeadamente associação ou sociedade secreta, corrupção passiva para acto ilícito, favorecimento pessoal praticado por funcionário e branqueamento de capitais.
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Relativamente aos restantes 14 suspeitos, o MP indicou apenas que foram aplicadas “outras medidas de coacção legalmente previstas”, sem especificar quais.
Segundo a investigação preliminar, os arguidos integrariam três grupos criminosos de Macau que exploravam saunas e casas de massagens, usadas para recrutar mulheres provenientes de vários países da Ásia e da Europa de Leste, com vista ao exercício da prostituição.
De acordo com o MP, alguns dos envolvidos mantinham contactos regulares com agentes no activo das forças de segurança e com agentes aposentados da Polícia Judiciária, a quem entregariam subornos. Em troca, recebiam informações sobre operações policiais, permitindo a continuidade das actividades criminosas relacionadas com a exploração da prostituição.