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China lança operação marítima junto a Taiwan. O que está em causa nas negociações entre Japão e Filipinas

A China iniciou uma operação de fiscalização marítima nas águas a leste de Taiwan, desencadeando uma resposta imediata de Taipé. A ação surge no contexto das negociações entre Japão e Filipinas sobre delimitação marítima, abrindo uma nova frente de disputa na região

Lusa - China

A China lançou uma “operação de fiscalização” nas águas junto a Taiwan, avançou este domingo (7) a imprensa estatal, em resposta às negociações entre Japão e Filipinas sobre fronteiras marítimas, levando Taipé a enviar a guarda costeira.

No sábado, o Ministério dos Transportes da China ordenou à polícia marítima das províncias costeiras de Guangdong e Fujian que “realizasse uma operação especial de fiscalização marítima nas águas a leste de Taiwan”, informou a Xinhua.

A agência de notícias oficial chinesa não forneceu detalhes sobre a operação, incluindo a sua duração ou se ainda estava em curso.

A operação visa exercer plenamente a “jurisdição administrativa de controlo marítimo” de Pequim na área, reforçar as suas capacidades de patrulha em águas profundas e de controlo de tráfego em “zonas marítimas-chave”, garantir a segurança da navegação e “salvaguardar os interesses nacionais”, informou a Xinhua.

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A operação foi “uma ação necessária tomada em resposta ao anúncio unilateral do Japão e das Filipinas de que iniciariam negociações de demarcação da fronteira marítima” perto de Taiwan, acrescentou a agência.

A guarda costeira de Taipé respondeu, anunciando que tinha enviado cinco navios para a área “para responder adequadamente” à operação chinesa, que Taipé disse “violar o direito internacional”.

Os quatro navios chineses partiram do porto de Xiamen, na província de Fujian, no sudeste da China, e foram acompanhados “durante todo o processo”, acrescentou a guarda costeira, em comunicado.

“Em momento algum as embarcações oficiais chinesas entraram nas águas restritas do nosso país, sendo que a navegação nas águas próximas de Taiwan continua normalmente”, enfatizou a organização.

A guarda costeira acusou a China de aproveitar a abertura das negociações entre Manila e Tóquio para “intensificar o assédio” contra a ilha e “criar a falsa impressão de que tem jurisdição” sobre a zona, numa tentativa de alterar “de forma unilateral” o status quo no Estreito de Taiwan.

Taipé já tinha pedido a Tóquio e Manila para ser incluído nas negociações, que começaram a 28 de maio, para delimitar as fronteiras marítimas a leste da ilha, sobre a qual a China reivindica soberania.

O anúncio surgiu após uma reunião em Tóquio entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., realizada durante a visita de Estado do líder filipino ao Japão. Um dia depois, o Governo chinês acusou o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que a China detém “direitos sobre a zona económica exclusiva e a plataforma continental” nas águas adjacentes a Taiwan.

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